Ao completar trinta anos, São Domingos se prepara para ser hospital de referência

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AQUILES EMIR

Ao recepcionar um grupo de jornalistas, na manhã desta quarta-feira (10), para apresentação de um balanço dos 30 anos do Hospital São Domingos, que serão comemorados no próximo dia 28, o médico Hélio Mendes da Silva, que é seu  proprietário e fundador, disse que o poder público precisa aprender a valorizar mais quem empreende e não ver o empresário apenas como recolhedor de impostos. Segundo ele, nestas três décadas, nunca um governante teve a curiosidade de saber como estão sendo os investimentos para o HSD se tornar um dos hospitais mais modernos do Brasil e ser hoje um dos maiores empregadores do Estado, com mais de 3 mil trabalhadores com carteira assinada.

Fundados logo após sua transferência de São Domingos para São Luís, o hospital nasceu com 30 leitos e apenas 17 funcionários, e hoje são 305 leitos (internação e UTI), o que deve ser elevado para 480 em 2020, com o término das obras de ampliação, e 3.063 empregados. Há 30 anos, o HSD contava em sua estrutura com serviços de emergência, cardiologia, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), clínica médica e maternidade, e hoje 45 especialidades médicas e os mais sofisticados equipamentos para tratamento de diversos tipos de doença, inclusive o câncer, segmento em que está se transformando uma referência regional.

Segundo Hélio Silva, o São Domingos contribui também para o fortalecimento da economia do estado com a atração de pessoas de outras cidades e estados em busca de tratamento, fluxo que ficou denominado como turismo de saúde, e isto tende a se ampliar mais ainda a partir de 2020. Hélio Silva disse que, apesar da grandeza do empreendimento, nunca deixou que a vaidade fizesse com que cuidasse mais do conforto e dos prazeres pessoais do que da empresa, e diz que não mede esforços para adquirir o que existe de melhor no mundo para o hospital ser cada vez melhor, e “nunca tive preocupação em ter um pró-labore alto”. O exemplo é seguido pela sócia e esposa, Maria Antônia, e pelos filhos Gláucia (médica) e Glauco (administrador).

Gláucia Palácio fala das inovações do São Domingos para ser hospital de referência

Referência – De acordo com o diretor comercial do HSD, Evandro Gallindo, quando estiver concluída a ampliação e o número de leitos passar para 480, apenas o Hospital Português, de Recife (PE), terá estrutura maior, porém no que diz respeito a equipamentos e corpo médico estará em pé de igualdade com muitos hospitais do Brasil. Citando como exemplo, disse que a equipe do Sírio Libanês que está sendo implantado em Brasília (DF) foi treinada por profissionais do São Domingos.

O diretor de Infraestrutura, Marcelino Mesquita, também apresentou números que atestam a grandeza do hospital. Segundo ele, pouca gente sabe, mas dentro do HSD funcionam diversas outras empresas, como as de saneamento básico, a distribuidora de gás, a geradora de energia e a de gastronomia, responsável pelo fornecimento de 3,5 mil refeições/dia. A estrutura para geração de energia seria suficiente para atender uma cidade de 4 mil residências.

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