Após assistir missa e comungar, Haddad parte para ataque a Bolsonaro

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O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad participou, nesta sexta-feira (12), ao lado da esposa, Ana Estela, de uma missa para Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, na Paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, em São Paulo (SP). Na saída, Haddad, depois de participar até da comunhão, partiu para o ataque ao adversários, Jair Bolsonaro: “Ele é grandíssimo mentiroso”, reagiu à acusação de ter mandado produzir o Kit Gay, conjunto de material didático que seria levado às escolas para orientar crianças a respeitar a orientação sexual das pessoas.

“Você acha que uma professora brasileira da escola primária ia aceitar esse tipo de coisa dentro da sala de aula?”, indagou Haddad, acrescentando que essa acusação “é um desrespeito ao magistério, é um desrespeito às professoras, é uma mentira deslavada de quem não tem projeto. Ele não tem projeto para o país a não ser armar as pessoas para que elas se matem” declarou, fazendo ainda um desafio ao oponente: “Por que ele não me pergunta sobre isso em um debate?” 

O candidato petista conversou com jornalistas sobre a importância da padroeira para o país: “Nossa Senhora Aparecida é muito importante, porque ela é negra e protetora dos escravos e nós temos que superar o racismo no país”. Haddad também falou sobre a crescente onda de violência inspirada por Jair Bolsonaro.

Segundo ele, houve perseguição à sua comitiva por parte de um apoiador de Bolsonaro na manhã desta quinta-feira (11) na saída da sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “O que aconteceu foi que um ativista do Bolsonaro começou a ofender a Igreja Católica e isso é muito preocupante em um país que é majoritariamente católico”.

Além de perseguir a comitiva, o eleitor de Bolsonaro teria ofendido a Igreja Católica aos gritos. “Isso inspira muita preocupação. Depois de atacar mulheresLGBT e negros passaram agora a atacar os católicos. O Bolsonaro é isso, Bolsonaro é violência, Bolsonaro é bala, é desrespeito. Ele é a representação de tudo o que tem de pior em termo de violência no país”, disse.

Haddad afirmou que continuará a “construir uma mensagem de paz, inibindo qualquer mensagem de violência, nos afastando dos provocadores que estão tentando nos perseguir onde quer que a gente vá e denunciando a violência das pessoas que discordam de nossa posição”.

Preocupado com o crescente número de casos de agressões no país, o candidato à presidência lembrou que em alguns desses casos a suástica nazista tem aparecido como símbolo. “O próprio Bolsonaro disse em entrevista que se estivesse na Alemanha dos anos 30 se alistaria. Isso não sou que estou dizendo, ele disso isso em uma entrevista que circula pela internet. Não é fake news! Vamos separar o que é fake news do que o próprio candidato diz de si mesmo”, lembrou Haddad.

(Com dados da Agência PT e foto de Ricardo Stuckert)

 

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