Após segunda condenação, petistas vão às ruas por “Lula livre”

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Após nova condenação do ex-presidente Lula, simpatizantes foram às ruas de São Paulo na tarde desta quinta-feira (07) para mais um manifesto “Lula Livre”, ato que contou com a presença de lideranças do PT e de outros partidos do “campo progressista”. O serviu como espécie de prévia para a jornada nacional, de 07 e de 10 abril, para lembrar um ano de prisão do petista, que se encontra na Carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) desde abril de 2018.

O candidato do PT no último pleito ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, disse que a Luta por Lula é também a luta pelo restabelecimento da democracia no país.  “Não vamos dissociar a luta por Lula livre dos direitos do povo brasileiro”, resume.

Haddad também classificou de absurdos os argumentos da Justiça para condenar Lula, que estaria sendo investigado há 40 anos. “Se a justiça tivesse trazido a público uma mala de dinheiro, uma nota, algum ato dele, algo concreto que provasse que ele contrariou o interesse nacional em proveito de alguém, ninguém estaria aqui hoje”, frisou.

Quem também falou aos militantes foi o deputado federal José Guimarães (PT-CE), que usou o seu discurso para reforçar a importância da jornada em defesa de Lula em abril. “Nossa tarefa agora é de 7 a 10 de abril promover a jornada por Lula Livre em todas as capitais do país. Só vamos soltar o Lula se tiver povo nas ruas, se tiver militância organizada. Para defender o Lula basta ter compromisso com a democracia e com estado democrático de direito”, ilustra.

Já o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) manter a mobilização deve ser a meta primordial da militância, dos partidos progressistas e dos movimentos sociais. “Nós vamos fazer oposição, sim. Vamos fazer uma greve geral contra tudo que esse governo propõe e que vai retirar direitos do povo brasileiro. Temos que levantar a palavra Lula livre e enfrentar esse governo que vamos derrotar, vamos tirar o Lula de lá e botar ele pra liderar e fazer o Brasil a ser nosso de novo”.

Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), antecipa uma das medidas adotadas para ampliar a defesa de Lula. “Estamos hoje nas ruas e queremos dizer que no dia 7 de abril vamos parar o Brasil por Lula Livre. A primeira medida vai ser transferir a nossa sede e de outras entidades para Curitiba. Aqui é resistência, é Lula livre!”, enfatiza.

Até abril, no entanto, muita ação e mobilização deve acontecer, inclusive no campo jurídico. É o que acredita o vereador Eduardo Suplicy,  para quem a condenação de Lula por um sítio que não é dele na quarta-feira (06), a exemplo do que ocorreu no caso triplex, só aumenta a urgência de clamar pela liberdade do ex-presidente. “Tenho convicção que logo, logo, com apoio dos advogados, o presidente Lula, perante os ministros do STF, comprovará que não cometeu qualquer ato de enriquecimento ilícito e obterá sua liberdade para que haja a pacificação do povo brasileiro”.

Candidatura ao Nobel – A secretária Nacional de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente, falou da importância em consolidar a candidatura de Lula ao próximo Prêmio Nobel da Paz “. Para se ter ideia, em um mês, a campanha pela indicação de Lula ao Nobel da Paz liderada Adolfo Perez Esquivel conseguiu 500 mil assinaturas. Isso mostra que nem Lula nem nós estamos sozinhos na luta por sua liberdade.”

Para Mônica, caso se confirme a indicação, ficará claro aos olhos do mundo o quão forte permanece a imagem de Lula no cenário político nacional e internacional. A campanha Lula Livre não existe só no Brasil, mas no mundo todo. O mundo reconhece no presidente Lula uma liderança que colocou o Brasil e América Latina no protagonismo internacional”, avalia.

As razões que gabaritam Lula ao posto de Nobel da Paz são os atos para “promover a paz e fazer governo pautado pelo diálogo e por agenda voltada aos direitos do povo brasileiro”. Segundo esta linha, Lula deixou legado sem precedentes na história do Brasil ao iniciar a única guerra que deu certo na história recente do país: contra a fome, contra a pobreza, contra a precariedade dos direitos dos trabalhadores.

(Com informações da Agência PT de Notícias e fotos de Ricardo Stuckert)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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