Aumento da pobreza no Maranhão gera debate entre deputados na Assembleia

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Os deputados Adriano Sarney (PV), Andrea Murad (PRP) e Neto Evangelista (DEM) analisaram de forma divergente a reportagem da revista Valor Econômico que mostra um crescimento da miséria no Maranhão entre 2016 e 2017. Para Adriano, a propaganda do governo Flávio Dino (PCdoB) sobre o Programa Mais IDH, cuja finalidade é melhorar os indicadores sociais do Maranhão, “foi desmontada” e a deputada Andrea Murad disse que os programas e as declarações do governador sobre combate à pobreza não passam de propagandas enganosas e nunca mudaram a realidade do Maranhão.

Neto Evangelista (DEM), que foi secretário de Desenvolvimento Social, destacou a importância do Mais IDH, plano do Governo do Maranhão concebido para elevar os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) nos 30 municípios com as menores taxas do estado. Ele contestou as declarações da deputada Andréa Murad (PRP) e apontou o Mais IDH como um dos mais importantes programas de combate à pobreza no Brasil.

De acordo com o democrata, “este programa, além de ser muito importante para o Maranhão, é hoje reconhecido nacionalmente pelos benefícios que proporciona a centenas de famílias de baixa renda”.

Para Adriano Sarney, política do Mais IDH de Flávio Dino fracassou

Fracasso – Já o deputado Adriano Sarney disse que “o Mais IDH, propagado insistentemente pelas mídias alinhadas ao Governo do Estado, é um programa fracassado. Os dados do IBGE confirmam que a extrema pobreza no Maranhão aumentou durante o governo Flávio Dino”.

O deputado oposicionista lembrou que o atual governo herdou R$ 2 bilhões do BNDES em empréstimos, deixados pela ex-governadora Roseana Sarney. E mais: “contraiu mais R$ 1 bilhão em empréstimos em sua gestão e conseguiu mais R$ 500 milhões das repatriações feitas pelo Governo Federal. E, ainda assim, a extrema pobreza aumentou no Maranhão”, analisou”.

Adriano classificou de presunçosa e de soberba os argumentos governistas, em pleno ano eleitoral, com discursos que enaltecem a propaganda oficial e tentam desviar a atenção das estatísticas confiáveis e dos resultados reais. O fato é que a extrema pobreza aumentou no Maranhão. Um exemplo é São Luís, que em 2016 apresentou um aumento de 48% neste indicador. São 147 mil pessoas na faixa de extrema pobreza na capital”, destacou.

Neto Evangelista diz que não deu para se corrigir todos os erros

Falácia – Sobre os números de aumentos da pobreza, Evangelista disse que “não é possível corrigir todos os erros históricos que nós temos em nosso estado em um mandato. Precisamos de governos comprometidos em começar políticas públicas em benefício das pessoas e que os governos que venham em sequência continuem com a execução dessas políticas de forma responsável”.

Além da construção de escolas novas, em condições dignas e adequadas, o Mais IDH, segundo o deputado, garante o fornecimento de água na casa das pessoas mais humildes dos municípios de menor renda.

Mais enfática, Andrea Murad disse que “a gente percebe como tudo não passa de uma falácia atrás da outra, sem qualquer consistência, essência, são apenas ações midiáticas, conteúdos superficiais, mas que apareçam bem na propaganda. Primeiro foi o Programa Mais IDH. E tome propaganda. Aí a realidade não muda. As estatísticas surgem e pra justificar ele diz que a maior política de combate à pobreza no Maranhão é a educação, que ele tá fazendo isso e aquilo – e nós sabemos que é só propaganda”.

Segundo Andrea, “vêm mais dados sobre extrema pobreza no Brasil, pasmem, Maranhão só piora e Flávio Dino culpa os governantes passados. Como sempre, culpando os outros, ele mesmo diz que há relação direta entre pobreza no maranhão e a corrupção, ele só esquece de dizer que na gestão dele, de 2015 pra cá, a pobreza só aumentou”.

 

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