Balança comercial maranhense tem saldo positivo de US$ 136 milhões de janeiro a julho

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AQUILES EMIR

O Maranhão apresentou um saldo positivo de US$ 136 milhões na sua balança comercial, entre janeiro e julho deste ano, segundo dados do Escritório Técnico de Estudos Econômicos (Etene), órgão ligado ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que constatou terem as exportações nordestinas atingido no período a marca de US$ 9,399,6 bilhões, um incremento de 33,3% em relação ao mesmo período de 2016. Quanto às importações, elas somaram US$ 11,218,0 bilhões, praticamente o mesmo montante de igual período do ano anterior, já que o aumento foi de apenas, 0,2%, mas o saldo da região apresenta um déficit US$ 1,818,4 bilhão, inferior ao computado no mesmo período do ano anterior, que foi de US$ 4,140,0 bilhões.

De acordo com o Etene, o resultado expressivo nas exportações nordestinas foi impulsionado, principalmente, pela safra recorde de soja que ensejou aumento de 97,2% no volume de vendas externas e 91,2% na quantidade embarcada. O grão foi o principal item da pauta, respondendo por 13,9% das exportações nordestinas, sendo os maiores exportadores a Bahia (46,1%), o Maranhão (38,3%) e o Piauí (14,8%).

O estudo aponta que nos sete meses, as exportações maranhenses somaram US$ 1,719 bilhão, o que representa crescimento de 32,1% na comparação com o mesmo período do ano. Por este desempenho, o estado participou com 18,3% das vendas para o exterior na região. E quanto às importações, comprou US$ 1,583 bilhão, ou seja, 17,8% a mais na comparação com os primeiros sete meses de 2016 e isto lhe deu 17,8% de participação na região.

Os produtos mais exportados no Maranhão foram alumina calcinada (38,8%), soja (29%) e pasta química de madeira (23%) e os importados, álcool etílico (33,0%), óleo diesel (25,3%) e gasolina (18,3%).

Movimento – O levantamento do Etene aponta que as vendas de produtos manufaturados  apresentaram o maior crescimento (38,7%) e foram os mais representativos na pauta nordestina (46,0%). Esse desempenho adveio, principalmente, do aumento das vendas de automóveis com motor a diesel (454,3%), combustíveis e lubrificantes (157,3%) e automóveis com motor a explosão (118,1%), fabricados em Pernambuco, além de alumina calcinada (36,7%) produzida no Maranhão. Quanto aos países de destino, China (20,6%), Estados Unidos (15,5%) e Argentina (11,6%) responderam com 47,7% do total exportado e registraram crescimento de 52,0%, 29,6% e 39,0, respectivamente, no período em análise.

Do lado das importações, aumentaram as aquisições de bens intermediários (32,9%), bens de consumo (14,2%) e de combustíveis e lubrificantes (14,7%), enquanto retrocederam os investimentos em bens de capital (-57,0%). Cresceram as compras de álcool etílico (US$ 458,3 milhões) pelo Maranhão, óleo diesel (US$ 255,9 milhões), pelo Maranhão e Pernambuco, hulha betuminosa pelo Ceará (US$ 227,3 milhões), naftas para petroquímica (US$ 219,4 milhões) pela Bahia, e outras gasolinas, exceto para aviação (US$ 215,6 milhões), por Pernambuco.  Os principais países de origem das importações nordestinas foram Estados Unidos (25,3%), China (10,2%) e Argentina (8,3%).

No comparativo com o acumulado até julho de 2016, aumentaram, significativamente, as compras originárias dos Estados Unidos (57,4%), enquanto as aquisições da China e Argentina cresceram 5,2% e 1,8%, respectivamente. As relações comerciais da região foram superavitárias com a China (US$ 793,2 milhões) e Argentina (US$ 149,1 milhões) e deficitárias com os Estados Unidos (-US$ 1.384,4 milhões). A Bahia é o maior exportador (46,3%) e importador (35,8%) do Nordeste. Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e a Bahia registraram saldo positivo na balança comercial.

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