Barcelona amanhece tranquila neste domingo após sexta e sábado de conflitos

0
94

Após a madrugada de confrontos, a circulação em Barcelona está mais tranquila neste domingo (20) e os independentistas catalães já se preparam para uma nova manifestação no próximo sábado (26). Há menos barreiras nas ruas e várias vias foram reabertas.

O protesto desta madrugada começou pacífico, marcado por um cordão humano que tentou separar os manifestantes mais radicais das forças de segurança. A calma se manteve durante algumas horas, com tensão entre separatistas e aqueles que querem manter a Espanha unida, mas houve confronto com a polícia.

Desde o dia 14, manifestantes concentraram-se no centro de Barcelona contra a prisão e condenação de nove líderes que lutam pela independência da Catalunha. As condenações de até 13 anos de prisão, decretadas no dia 14 pelo Supremo Tribunal de Espanha, são consideradas “inaceitáveis” pela Assembleia Nacional Catalã (ANC).

Na sexta-feira (18), uma greve convocada pelos sindicatos independentistas Intersindical-CSC e Intersindical Alternativa de Catalunya (IAC) intensificaram os protestos na capital da Catalunha.

Conflito – O chefe do governo da Catalunha, Joaquim Torra, pediu neste sábado (19) ao primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, uma reunião para negociar uma solução política para encerrar os protestos na região. Neste sábado, Barcelona e outras cidades catalãs entraram no sexto dia de protestos, que começaram após a condenação de líderes que lutam pela independência da comunidade autônoma.

Catalunha, protesto , Espanha

Mais cedo, ao visitar o gabinete que monitora os distúrbios provocados pelos manifestantes, Torra pediu que os protestos sejam pacíficos e disse que a violência “não é nossa bandeira”, referindo-se aos casos de vandalismo e confronto entre a polícia e manifestantes ocorridos ontem (18), durante uma greve geral. “Nenhuma forma de violência nos representa”, afirmou.

Ao responder ao pedido do governador da Catalunha, o primeiro-ministro espanhol rebateu e disse que Torra “deve condenar veementemente a violência, o que ainda não fez”. Na segunda-feira (14), o Supremo Tribunal da Espanha condenou os líderes que tentaram declarar a independência da região em 2017 a penas de prisão de até 13 anos.

O ex-vice-presidente da Generalitat (governo da Catalunha), Oriol Junqueras, foi condenado, por unanimidade, a 13 anos de cadeia por delito de sedição e má gestão de fundos públicos, por ter organizado um referendo considerado ilegal com dinheiro público.

Os ex-conselheiros da Jordi Turull (ex-conselheiro da presidência), Raul Romeva (ex-conselheiro do Trabalho) e Dolors Bassa (ex-conselheira para as Relações Exteriores) também foram condenados.

As condenações de líderes independentistas são consideradas “inaceitáveis” pela Assembleia Nacional Catalã (ANC).

(Agência Brasil com informações da RTP)

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui