Brasileiros choram desclassificação e belgas comemoram ida para as semifinais

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A derrota para a Bélgica mexeu com os nervos dos torcedores brasileiros que esperavam uma vitória da Seleção contra a Bélgica nesta sexta-feira. Já os torcedores belgas, infinitamente em menor número no país, foram os únicos que puderam comemorar.

“O Brasil jogou mais ou menos. Não deu. A verdade é esta. Eu não tenho palavras. Estou chateado. Desculpa aí”, lamentou o pintor Ubirajara da Conceição ao final da partida, no Parque Madureira, no Rio de Janeiro.

“Para dizer a verdade, eu não estava com muita fé na seleção brasileira. Eu sou brasileiro, a gente torce, mas não estava acreditando não. A seleção deixou a desejar na última Copa e agora nesta. O Neymar enrola muito”, disse Carlos dos Santos, que trabalha como vendedor ambulante na capital fluminense. O adolescente Henrique Coelho Teles, de 13 anos, apesar de triste com o resultado, mantém a fé na seleção para a próxima Copa, no Catar, daqui a quatro anos.

Torcedores assistem ao jogo Brasil x Bélgica na Praça Mauá – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Eu nunca vi o Brasil ser campeão. Achei que ia ser este ano, mas estamos aí. Em 2022, ele vai ser, se Deus quiser”, disse Henrique, que não gostou da atuação de Neymar. “Ele não atuou nada. Devia ter parado de cair e fazer um gol”, acrescentou.

 

Belgas – No Belga Hotel, ponto de encontro da comunidade, próximo à Praça Mauá, no Rio, o clima foi de “já ganhou” desde o primeiro gol. Confiante, a torcida cantou hinos durante o jogo e celebrou tentativa de gol perdida pelo Brasil. Ou melhor, “salva” pelo goleiro Curtois.

“O goleiro foi o grande o herói da partida”, disse Mervyn Scheepers, que se autointitula belga-carioca. Perguntado se foram as cores da Bélgica, iguais às da Alemanha, que assustaram o time brasileiro, ele riu e respondeu: “O Brasil já levou cinco vezes, nós, nenhuma; está na hora de ganhar a taça”.

Embaixada da Bélgica, em Brasília, recebe cerca de 60 pessoas, entre integrantes da comunidade belga que vive na cidade, diplomatas de outros países, autoridades brasileiras, familiares e amigos para jogo decisivo com Brasil.
Torcedores belgas vibram na embaixada do país com a vitória que eliminou o Brasil da copa (Valter Campanato/Agência Brasil)

Nem mesmo os torcedores dos “diabos vermelhos”, como o time belga é conhecido, acreditavam na defesa, que só deixou passar um gol do Brasil, apesar das várias tentativas. A zaga sempre foi apontada por especialistas como ponto fraco do time.

“Nunca vi o time jogar com garra, brigar em campo. Estou contente de ver isso”, disse Stefano Missir, funcionário do consulado.

No ponto de encontro, no centro do Rio, movido a uma rodada gratuita de cerveja a cada gol, todos estavam confiantes de que os diabos vermelhos chegam ao fim da Copa. Mesmo que o jovem time belga tenha ainda que passar pela França, considerada forte destaque da competição.

“A França é nossa vizinha, somos íntimos, sabemos como é o jogo deles”, brincou Stefano. “O Brasil era nosso grande desafio e passamos por ele”, disse, quando foi puxado por outros torcedores para a comemoração. “Agora é tudo nosso, o caminho está liberado para a taça.”

(Agência Brasil)

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