Caema tem um deficit mensal de R$ 22 milhões, mas presidente é contra privatizá-la

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AQUILES EMIR

Ao participar, quarta-feira (26), de uma audiência na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), Carlos Rogério Araújo, apresentou um quadro que indica uma situação pré-falimentar da estatal. O seu deficit mensal supera a casa dos R$ 20 milhões, mas ainda assim ele se manifestou contra uma possível privatização.

De acordo com Carlos Rogério, para tentar receber R$ 800 milhões em dívidas, foram contratadas três empresas que serão remuneradas com comissões por cada acordo firmado, e até agora, passados 60 dias dos contratos, foram recebidos apenas R$ 3 milhões.

A empresa, relatou o presidente, possui 2,3 mil servidores, com folha de pessoal totalizando RS 10 milhões ao mês. Somente com cerca de 500 servidores mais antigo, a despesa ultrapassa R$ 4 milhões, já que têm vários benefícios conquistados ao longos dos anos. “Seriam necessários investimentos de R$ 80 milhões para quitar as dívidas trabalhistas desses servidores, se fossem dispensados”, explicou.

Carlos Rogério revelou que o deficit mensal da estatal é R$ 22 milhões. Só com energia elétrica, a empresa tem uma despesa mensal de R$ 9 milhões, sendo que apenas o Sistema Italuís consome R$ 1,7 milhão, “mas a conta maior é com a Previdência Social e a folha de pessoal”, acrescentou, sem revelar quanto. Ele informou que a empresa é deficitária desde governo anteriores, mas que, agora, medidas estão sendo tomadas para sanar as finanças.

Apesar dos números negativos, o presidente da empresa não defende sua privatização, ao garantir, mesmo com este quadro caótico, é viável a curto prazo; e aos poucos vem oferecendo água de qualidade e que a nova legislação em vigor está ajudando na sua recuperação.

Comissão de Saúde ouve presidente da Caema sobre atuação da empresa
Carlos Rogério mostra o quadro caótica em que se encontra a Caema

O presidente disse que a Caema opera em 123 municípios, mas o desperdício é muito grande, em torno de 60%, o mesmo índice do Nordeste. A média nacional é 37%.  No Japão, são só oito e em Israel, abaixo de dez. O consumo maranhense é de 293 litros, mas a ONU recomenda só 150 litros/dia. Uma das medidas anunciadas é combater o desperdício e que a empresa cobra a menor tarifa do país.

A audiência foi conduzida pelo deputado Dr. Yglésio(PDT ), que é vice-presidente da Comissão de Saúde, e participaram ainda os parlamentares Rafael Leitoa (PDT), Fernando Pessoa (SD), Adriano Sarney (PV), Wellington do Curso (PSDB), César Pires (PV), Adelmo Soares (PCdoB), Ariston Sousa (Avante), Helena Dualidade (SD), Pastor Cavalcante (Pros), Marco Aurélio (PCdoB), Vinicius Louro (PL) e Duarte Júnior (PCdoB).

(Com informações da AL)

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