Cerâmicas de Timon investem em tecnologia para aumentar produção

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Duas indústrias de cerâmica instaladas em Timon – a Barro Forte e a Cerâmica Livramento – que já aderiram ao programa Indústria 4.0, foram visitadas por conselheiros, gestores e técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi), que conheceram as modernas técnicas de produção de telhas, tijolos e lajotas comercializados no mercado interno.

A Livramento, instalada há 40 anos, acabou de passar por uma expansão e automatização dos processos produtivos da telha prensada, tornando-se mais competitiva e com entrega mais rápida. A empresa é dirigida pelo casal João Martins Cortez (diretor técnico) e Maria de Nazaré Cortez (diretora administrativa). Segundo eles, o projeto de robotização foi iniciado em 2014, em parceria a empresa grega Sabo. São três robôs que movimentam toda a carga da indústria alcançando uma grade de quatro metros, o que seria impossível de se fazer manualmente.

“Nas indústrias que não são automatizadas, essas grades ficam na altura máxima de 2 metros”, explicou Nazaré Cortez, que faz questão de ressaltar que o trabalho antes realizado por trabalhadores, hoje é feito com mais rapidez pelos robôs, mas não exclui o trabalho humano. “Hoje temos uma mão de obra mais qualificada e especializada”, acrescenta.

Segundo a empresária, somente na área ampliada da indústria, a produção é de 27 mil peças por dia de telha prensada, mas a cerâmica está trabalhando com apenas 1/3 da capacidade, podendo aumentar a produção para até 70 mil/dia, quando o mercado voltar a aquecer e a demanda aumentar. Na planta antiga, a Livramento ainda produz diariamente 70 mil tijolos.

Robôs representam a indústria 4.0 no processo produtivo da cerâmica maranhense

Importância – Já a Barro Forte, instalada há três décadas, foi uma das pioneiras na produção da telha prensada no Maranhão. São dois modelos de telha: canal e colonial, na quantidade de 60 milheiros de telha por dia e, depois que a fábrica foi ampliada, passou a produzir a telha dupla, do tipo portuguesa e romana, cerca de 30 milheiros por dia. O seu proprietário, Antônio Carlos Fortes, disse que a visita foi importante, “pois permitiu que os visitantes se inteirassem do que existe, e da problemática que nós estamos passando, para que, a qualquer momento, possamos acionar as entidades para uma conversa a respeito de alguma coisa a mais que a empresa precise”.

Para o presidente da Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, que liderou a comitiva, é muito importante ver a evolução do setor cerâmico no Maranhão e o desenvolvimento que uma indústria desse porte traz para a região. “Além da geração de emprego e renda, e a possibilidade de atração de novos investimentos, essa indústria é um campo de conhecimento para os alunos, por exemplo, do SENAI, que queiram saber mais sobre a indústria 4.0 e a integração de novas tecnologias ao processo produtivo”, afirmou.

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