Ciro Gomes reclama do tratamento recebido do ex-presidente Lula

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AQUILES EMIR

Ao conceder entrevista nesta quarta-feira (1°) ao Central das Eleições, programa da Globo News com candidatos a presidente da República, Ciro Gomes (PDT) disse não entender o desprezo que vem sendo dispensado a ele pelo PT, partido que teria ajudado nos últimos 16 anos. A reclamação foi pelas manobras que estariam sendo feitas com o aval do ex-presidente Lula para isolá-lo.

Ciro diz que, assim como o PT, os partidos mais identificados com a direita também decidiram dificultar qualquer aliança que possa fortalecer sua candidatura, mas garantiu que isto não abalará seus planos e destacou que, enquanto os partidos armam suas alianças, os três primeiros colocados nas pesquisas de opinião pública – Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e ele – estão sozinhos, numa clara demonstração de que o povo está sabendo fazer suas escolhas sem orientação de líderes políticos.

Depois de flertar com o Centrão, Ciro Gomes foi surpreendido com a adesão de PR, PRB, PP, DEM e outros partidos, como PTB e PPS, à candidatura do tucano Geraldo Alckmin, e passou a negociar com legendas de esquerda, mas também para sua surpresa, o PCdoB decidiu lançar candidata própria, Manuel d Ávila, e o PSB anunciou neutralidade. Para ele, é claro que está havendo um acordo para que a eleição seja mais um embate entre petistas e tucanos como tem sido desde 1994.

Para o candidato do PDT, o mais preocupante é que o PT está ensaiando um baile à beira do abismo, pois sabe que o ex-presidente Lula não poderá disputar a eleição, mas insiste no seu nome em vez de promover uma união da esquerda para ganhar a eleição. Ao fazer um desenho do quadro atual, diz que hoje no campo da direita Bolsonaro faz sombra sobre Alckmin e Lula sobre ele, e ninguém sabe qual será o resultado dessa operação.

O presidenciável, apesar de considerar Lula um dos melhores presidentes que o Brasil já teve, criticou a corrupção do seu governo e garante que o alertou sobre roubos na Petrobras.

Governo forte – Na entrevista, Ciro Gomes prometeu fazer um governo forte para diminuir os gastos, aumentar a receita e promover o desenvolvimento nacional. Ele disse ser a favor das privatizações, mas descartou qualquer possibilidade de vender a Petrobras – “nenhuma nação do Mundo vende suas fontes de petróleo para estrangeiros” – nem as geradoras de energia pela modalidade hidrelétrica, pois considera um risco entregar a empresas do exterior reservas de água.

O presidenciável reafirmou que, eleito presidente, anulará a venda da Embraer para a Boeing, pois sabe que o interesse da norte-americana é matar a concorrente brasileira.

Ciro Gomes disse que vai propor uma nova reforma trabalhista, aperfeiçoando a em vigor, pois considera que há muitas distorções. Ele entende que o Imposto Sindical, por exemplo, poderia ser decidido em acordo coletivo de trabalho e não proibi-lo, pois isto inviabiliza os sindicatos. Ele também condenou a permissão para que gestantes e lactantes trabalhem em lugares insalubres e os acordos entre patrões e empregados se sobreponham às leis.

O candidato prometeu ainda enfrentar o crime organizado com um forte aparelho policial federal. Disse ainda que fará um amplo investimento em saneamento básico e melhoria da infraestrutura de transporte, com rodovias e ferrovias de boa qualidade.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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