Conab projeta uma queda de 4,6% na produção agrícola do Maranhão

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AQUILES EMIR

O terceiro levantamento da safra de grãos divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o país deverá colher 238,4 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,6 milhões de toneladas em relação à safra passada, ou 4,6% em termos percentuais. No Maranhão, o levantamento indica uma queda de 4,9%, pois a previsão é que a colheita atinja a marca de 5,3 milhões de toneladas contra 5,5 milhões da safra passada.

De acordo com a Conab, no Maranhão haverá aumento de 30,4% na produção de algodão, que sairá de 34,9  para 45,5  mil toneladas; de 1,7% na de milho, que irá 1,884 milhão para  1,916 milhão de toneladas; e de 1,3% na de soja, com aumento de 2,973 milhões para  3,013 milhões de toneladas. Por outro lado, haverá queda de 16,1% na de arroz, que diminuirá 320,9 mil para 269,2 mil toneladas, e de 22,2% na de feijão, que cairá de 58,2 mil para 45,3 mil toneladas.

Quanto à área plantada no estado, a Conab informa que haverá aumento de 0,4%, pois serão 1,826 milhão de hectares contra 1,818 milhão deste ano, entretanto a produtividade, que era 3.071 quilos por hectare, diminuirá para 2,909 quilos por hectare.

Produção – Quanto aos números nacionais, a Conab diz que os principais produtos responsáveis pelo crescimento da safra são soja, milho, arroz e algodão, culturas que, juntas, correspondem a 95% da produção total. Sobre a área plantada, a terceira etapa calcula que deverá alcançar 62,5 milhões de hectares, com uma perspectiva de aumento de 1,2% em relação à temporada passada, ou seja, um incremento de 756,3 mil hectares. O que explica este acréscimo é o aumento de área para as culturas do algodão e da soja.

As expectativas para safra 2018/19 indicam que a produção de soja deve chegar a 120,1 milhões de t. Com relação à área plantada dessa cultura, há uma tendência de crescimento de 1,8% em relação à passada. No caso do milho, este deverá atingir 91,1 milhões de t. O milho plantado na primeira safra apresenta produção bastante pontual para atendimento a demandas internas, a exemplo da ração animal para confinamento e nas áreas próximas às granjas de aves e suínos, uma vez que o foco do produtor neste momento do plantio é a soja. A área plantada de milho nessa safra atingiu 5,1 milhões de hectares, representando incremento de 0,8% em relação à temporada 2017/18.

Finalmente, com relação ao algodão, o produto deve atingir 2,4 milhões de t de pluma, que representa um acréscimo de 17,8% sobre a safra passada. O desempenho das cotações da pluma tanto no mercado interno quanto no externo estimulou os produtores nacionais a investirem fortemente na lavoura. Além desses produtos, o boletim destaca ainda a produção do amendoim, o girassol e a mamona.

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