Entrega de veículos e os serviços de assistência técnica vão atrasar, alertam concessionárias

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AQUILES EMIR

As concessionárias de veículos de São Luís já trabalham com a possibilidade de atraso, por um bom tempo, para a entrega de veículos novos e de retardo nos serviços de assistência técnica por conta da paralisação dos caminhoneiros. Apesar do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), em nota ter afirmado, nesta segunda-feira (28), que considera as medidas anunciadas domingo (27, pelo presidente Michel Temer, suficientes para atender as reivindicações dos caminhoneiros, isto não será suficiente para a normalização de imediato das suas atividades.

Segundo o empresário Manoel Dias, do Grupo Alvema, que revende as marcas Fiat, Jeep, Chrysler e Mitsubishi, as revendas autorizadas sempre trabalham com o estoque para atender as necessidades do mercado por até 45 dias, porém pode haver situações em que os modelos disponíveis no pátio não atenderem as exigências do cliente e o modelo desejado ser pedido para a fábrica, cuja entrega, com essa paralisação, pode levar um bom período, superior a trinta dias, se a entrega for normalizada ainda esta semana.

Ainda de acordo com Manoel Dias, há também os casos em que o cliente compra direto da fábrica, pela internet, para receber o veículo na concessionária mais próxima. Quem fez esse tipo de pedido, alerta, vai esperar mais, porque neste momento as montadoras estão com suas linhas de produção suspensas devido à superlotação dos seus pátios, sem poderem retirá-los.

Ângelo Gusmão, diretor comercial do Grupo Luz, revendedor das marcas Peugeot, Citröen, Hyundai (importado) e os caminhões Foton, diz que tem vários pedidos em trânsito, alguns já despachados pelas fábricas, mas retidos nas rodovias. Ele diz que não há previsão de chegada desses veículos. “A situação é tão grave que as fábricas diminuíram para maio e junho as metas das concessionárias, já que não sabem quando vão poder normalizar as suas entregas”, diz Gusmão.

Pós-venda – Manoel Dias e Ângelo Gusmão dizem estar preocupados também com o pós-venda, pois alguns itens de peças e acessórios estão em falta e não sabem quando vão receber para concluir os serviços de reparo dos veículos em suas oficinas. De acordo com Dias, é impossível uma concessionária ter em estoque 100% dos itens de um veículo, por isto são comuns os casos em que as peças são pedidas após o desmonte.

O tempo de entrega de uma peça em períodos normais é de até quinze dias, segundo Gusmão, mas, como a paralisação dos caminhoneiros está entrando na segunda semana, este prazo deve se estender para mais de um mês.

Para os dois empresários, casos não seja resolvida a situação imediatamente o setor pode paralisar e vai ficar difícil manter lojas em funcionamento com despesas de energia, manutenção e salários dos empregados sem ter o que comercializar ou vender sem ter prazo de entrega.

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