Corrupção é um dos motivos que mais contribuem para pessimismo dos brasileiros com eleição presidencial, segundo Ibope

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Pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, divulgada nesta terça-feira (13) mostra 44% dos brasileiros estão pessimistas com a eleição presidencial deste ano. Os que se dizem otimistas são 20%.

Entre os pessimistas, os motivos mais citados em respostas espontâneas são a corrupção (30%), falta de confiança no governo e candidatos (19%) e a falta de opção entre os pré-candidatos (16%). Entre os que se dizem otimistas, o motivo mais citado espontaneamente é a expectativa por mudança e renovação (32%).

Os brasileiros também mencionaram a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%).

Quando estimulados a escolher entre mudanças sociais (com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social), a moralização administrativa (com combate à corrupção e punição de corruptos) e a estabilização da economia (com queda definitiva do custo de vida e do desemprego), 44% dos brasileiros preferem as mudanças sociais e 32% escolhem a moralização administrativa como principal foco do próximo presidente.

Entre os eleitores, 84% concordam totalmente ou em parte que estudam as propostas dos candidatos para decidir o voto. Apesar disso, 75% dos brasileiros afirmam não acreditar em promessas de campanha dos candidatos. Praticamente metade da população (48%) não manifesta preferência ou simpatia por nenhum partido específico e 72% concordam totalmente ou em parte que votam no candidato que gostam, independentemente do partido em que ele esteja.

Ainda, 36% afirmam votar para deputado e senador em pessoas do mesmo partido do candidato à presidência. Apesar disso, 64% concordam que o partido do candidato à presidência é importante.

Entre as características mais mencionadas como muito importantes para um candidato à Presidência da República, se destacam: ser honesto, não mentir em campanha (87%), nunca ter se envolvido em casos de corrupção (84%) e transmitir confiança (82%).

Pertencer à mesma religião do eleitor aparece como o fator menos citado como muito importante (29%), apesar de 79% dos entrevistados concordarem total ou parcialmente que é importante que um candidato à presidência acredite em Deus.

Quanto a conhecimentos, formação e experiência dos postulantes ao palácio do planalto, 89% consideram muito importante que eles conheçam os problemas do país. Ter experiência com assuntos econômicos (77%) e ter uma boa formação educacional (74%) também estão entre os fatores mais avaliados como muito importantes.

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