Valor da cesta básica aumenta em todas cidades pesquisadas pelo DIEESE

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O custo da Cesta Básica de Alimentos, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aumentou em 18 cidades. As altas mais expressivas ocorreram em Brasília (11,09%), Florianópolis (7,28%), São Luís (7,26%) e Curitiba (7,20%).

A capital com a cesta mais cara foi São Paulo (R$ 509,11), seguida pelo Rio de Janeiro      (R$ 496,33) e Porto Alegre (R$ 479,53). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 382,35) e Aracaju (R$ 385,62).

Em 12 meses, entre março de 2018 e o mesmo mês de 2019, todas as cidades acumularam alta, as mais expressivas em Goiânia (20,25%), Salvador (18,42%) e Brasília (17,39%).

Nos primeiros três meses de 2019, todas as cidades mostraram alta acumulada, com destaque para Recife (17,85%), Vitória (17,84%) e Natal (16,87%). A menor alta foi registrada em Porto Alegre (3,19%).

 

Comportamento dos preços – Entre fevereiro e março de 2019, os preços dos produtos in natura ou semielaborados apresentaram tendência de alta: tomate, batata (pesquisada no Centro-Sul), feijão e banana. Já as cotações da carne bovina de primeira e do açúcar tiveram redução média de valor na maior parte das cidades.

O preço do quilo do tomate aumentou em todas as capitais entre fevereiro e março. As taxas variaram entre 10,12%, em Campo Grande (MS), e 54,33%, em Florianópolis (SC). Em 12 meses, as altas acumuladas oscilaram entre 10,09%, em Porto Alegre (RS), e 58,59%, em Recife (PE). A redução da oferta devido ao fim da safra de verão explica a elevação expressiva dos preços no varejo.

A batata teve o preço majorado em todas as cidades. As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (79,11%); Porto Alegre (34,27%) e São Paulo (20,84%). Em 12 meses, as taxas acumuladas variaram entre 52,68%, em Goiânia, e 130,92%, em Belo Horizonte. A menor oferta de batata, com as chuvas e o fim da safra das águas, elevou o preço no varejo.

O preço médio do feijão subiu em 17 capitais em março de 2019. O tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, só não apresentou aumento em Campo Grande (-10,92%). Destacaram-se as elevações em Brasília (102,13%), Belém (26,55%) e São Luís (17,55%). Já o feijão preto apresentou elevação de valor entre 6,94%, em Porto Alegre, e 19,84%, em Curitiba. Em 12 meses, o preço médio do grão carioquinha acumulou alta acima de 100%, em todas as capitais: as taxas variaram entre 112,84%, em Aracaju, e 191,44%, em Belém. As variações acumuladas do tipo preto também foram positivas, mas em patamares menores: entre 37,93%, no Rio de Janeiro, e 69,27%, em Vitória. A redução da área plantada do feijão carioca na safra das águas e as chuvas intensas diminuíram tanto a disponibilidade quanto a qualidade do grão. No caso do tipo preto, o aumento médio de cotação se deu pela maior demanda, uma vez que o consumidor teve a opção de substituir o grão carioca pelo preto.

A dúzia da banana aumentou em 15 cidades e diminuiu em outras três. A pesquisa coleta os tipos prata e nanica e faz uma média ponderada dos preços. As altas mais expressivas foram registradas em Brasília (35,04%), Belo Horizonte (20,79%), Curitiba (18,98%) e Campo Grande (18,32%). Em 12 meses, o quilo da banana subiu em 10 cidades, com destaque para as variações de Florianópolis (11,98%) e Belo Horizonte (10,30%). Houve queda do preço médio em oito cidades. Em Goiânia, foi verificada redução mais intensa (-10,03%). Bananas prata e nanica apresentaram diminuição de oferta, em decorrência de problemas climáticos. No caso da nanica, também ocorreu antecipação de safra, devido ao calor. Os preços aumentaram no varejo na maior parte das cidades.

O preço do quilo da carne bovina de primeira diminuiu em 11 cidades e subiu em sete. Os recuos variaram entre -2,71%, em Brasília, e -0,22%, em Curitiba. A maior alta foi registrada em Vitória (1,39%). Em 12 meses, o produto teve alta em 17 cidades – entre 1,24%, em Belém, e 11,75%, em Goiânia. A única redução ocorreu em Florianópolis (-1,60%). A maior oferta de animais abatidos e o decréscimo no preço dos insumos aumentou o volume de carne comercializada e diminuiu o preço no varejo.

O quilo do açúcar diminuiu em 10 cidades, ficou estável em Belo Horizonte e João Pessoa e aumentou em seis capitais. As quedas mais expressivas foram anotadas em Florianópolis (-5,99%) e São Paulo (-5,96%). A maior alta ocorreu em Brasília (6,35%). Em 12 meses, subiu em 11 cidades, com variações entre 3,26%, em Fortaleza (CE), e 30,87%, em Goiânia (GO). Em sete municípios houve redução acumulada, com taxas que variaram entre  -17,28%, em Brasília, e -0,52%, em Campo Grande. Mesmo com a menor produção, o preço no varejo seguiu em queda na maior parte das cidades, devido à demanda menor.

(Com informações do DIEESE)

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