Custo da Cesta Básica em São Luís já aumentou mais de 11% nos três primeiros meses do ano

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O custo do conjunto de alimentos essenciais no mês de março, em São Luís, segundo Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aumentou 7,26%, atingindo o valor de R$ 395,58. Apesar do aumento, foi a cidade com o terceiro menor custo da cesta, entre as 18 pesquisadas.

De acordo com o DIEESE, Em 12 meses, a variação acumulada foi de 12,01%. Nos três primeiros meses de 2019, ficou em 11,94%.

Entre fevereiro e março de 2019, seis produtos apresentaram alta: tomate (36,10%), feijão carioquinha (17,55%), banana (7,56%), farinha de mandioca (3,87%), pão francês (0,57%) e manteiga (0,24%). Leite integral não teve alteração média de preço. As quedas foram registradas nos demais produtos: açúcar refinado (-2,89%), carne bovina de primeira (-1,95%), arroz agulhinha (-0,60%), óleo de soja (-0,76%) e café em pó (-0,19%).

Em 12 meses, dez produtos acumularam alta: feijão carioquinha (151,77%), tomate (17,86%), arroz agulhinha (14,98%), leite integral (14,97%), açúcar refinado (11,62%), óleo de soja (7,10%), pão francês (6,71%), manteiga (2,62%), carne bovina de primeira (2,32%) e banana (2,01%). Somente a farinha de mandioca (-27,52%) e o café em pó (-11,26%) acumularam taxas negativas.

Custo e variação da cesta básica em 18 capitais em março:

Capital Valor em R$ Variação mensal (%) Porcentagem do Salário Mínimo Líquido Tempo de trabalho Variação no ano (%)  

Variação em 12 meses (%)

São Paulo 509,11 5,54 55,45 112h14m 7,99 16,28
Rio de Janeiro 496,33 6,86 54,06 109h25m 6,34 12,50
Porto Alegre 479,53 6,57 52,23 105h43m 3,19 10,31
Vitória 475,84 5,85 51,83 104h53m 17,84 15,89
Brasília 474,94 11,09 51,73 104h42m 8,97 17,39
Florianópolis 474,07 7,28 51,63 104h30m 3,55 11,08
Campo Grande 447,50 2,02 48,74 98h39m 5,82 17,00
Fortaleza 445,12 6,78 48,48 98h07m 12,02 14,43
Curitiba 443,86 7,20 48,34 97h50m 5,92 10,51
Belo Horizonte 443,26 4,30 48,28 97h43m 8,45 17,22
Goiânia 433,43 4,09 47,21 95h33m 11,46 20,25
Belém 408,67 6,49 44,51 90h05m 6,89 11,34
Recife 401,35 6,65 43,71 88h28m 17,85 17,20
João Pessoa 400,38 5,85 43,61 88h16m 15,98 14,45
Natal 399,01 6,24 43,46 87h58m 16,87 16,24
São Luís 395,58 7,26 43,08 87h12m 11,94 12,01
Aracaju 385,62 1,58 42,00 85h01m 7,49 13,49
Salvador 382,35 5,35 41,64 84h17m 11,21 18,42

Fonte: DIEESE

Salário – O trabalhador ludovicense cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho de 87 horas e 12 minutos, em março, para comprar a cesta. Em fevereiro, o tempo necessário foi de 81 horas e 18 minutos. Já em março de 2018, a jornada média foi de 81 horas e 26 minutos.

Em março de 2019, o custo da cesta em São Luís comprometeu 43,08% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários), percentual maior do que o de fevereiro (40,17%). Em março de 2018, equivalia a 40,24%.

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