Dia de campo em Urbano Santos debate alimentos biofortificados

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Numa promoção da Secretaria Municipal de Agricultura de Urbano Santos, será realizado, nesta terça-feira (21), das 8h às 12h, dia de campo no Povoado Vertente. O evento, que conta com apoio da Embrapa Cocais,  Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e Instituto e Colonização de Terras do Maranhão (Iterma), é voltado para assistentes técnicos, professores, estudantes, extensionistas e agricultores.

O pesquisador José de Ribamar Costa Veloso, da Embrapa Cocais, vai proferir palestra sobre “A cultivar de mandioca biofortificada BRS Jari”; a produtora  Maria Lúcia dos Santos Brito vai falar sobre “A experiência da comunidade sobre importância  dos cultivos biofortificados”; secretária municipal de Agricultura, Priscila Faustina, proferirá palestra “A importância de políticas públicas na aquisição de alimentos”; e a superintendente da Secretaria de Agricultura Familiar Adelana Maria dos Santos fará uma explanação sobre o “Projeto BioFORT visando segurança alimentar e nutricional para o estado do Maranhão”, pel

Melhoramento genético – O processo de biofortificação é feito a partir do cruzamento de plantas da mesma espécie, conhecido como melhoramento genético convencional, gerando cultivares mais nutritivas. Além da qualidade nutricional, são também incorporadas boas características agronômicas, como: produtividade, resistência à seca e a pragas, o que, por sua vez, gera boa aceitação pelo mercado, consumidores e produtores. Para ouvir o programa, acesse aqui.

A essência do programa de biofortificação é enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população mais carente, como arroz, feijão-caupi, mandioca (macaxeiras), batata-doce, milho, abóbora e trigo, a partir do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A, introduzindo alimentos mais nutritivos na dieta dessas pessoas.

O objetivo é diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar, além de combater fortemente a chamada “fome oculta”, que é a carência específica de micronutrientes. Para isso, busca também a promoção do aumento da produção e do consumo de alimentos biofortificados nas diversas regiões do Brasil, por intermédio do fortalecimento de uma rede para a transferência de tecnologias com abrangência nacional.

Biofortificados no Maranhão – Os cultivos biofortificados no Maranhão foram implantados desde 2006, inicialmente pela Embrapa Meio-Norte. Atualmente, a atuação da Embrapa Cocais abrange duas frentes: as ações advindas do Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa e o Governo do Estado do Maranhão, assinado em abril de 2017,  para transferência de tecnologia em cultivos biofortificados, visando à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades e regiões mais carentes; e do projeto de transferência de tecnologia e de comunicação empresarial aprovado no âmbito do Macroprograma 4 da Embrapa, que engloba 38 Escolas Casas Familiares Rurais – CFRs, oito projetos sobre os sistemas agrícolas consorciados e 15 sobre Sistemas Integrados Alternativos para Produção de Alimentos, conhecido como “Sisteminha Embrapa”.

Atuação nacional e internacional – A Rede BioFORT consiste em um conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. É coordenada pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, sendo que várias Unidades da Embrapa são participantes, a exemplo da Embrapa Cocais. No Brasil, o programa BioFORT, congrega mais de 150 pessoas em diferentes áreas do conhecimento e em 14 Estados brasileiros. Essa rede interage com universidades, centros de pesquisa nacionais e internacionais, associações de produtores, governo, prefeituras e organizações não-governamentais. A Rede foi iniciada pelo projeto HarvestPlus, financiado pela fundação Bill & Melinda Gates e pelo Banco Mundial, entre outros, e também inclui o projeto AgroSalud, financiado pela Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA), ambos coordenados pela Embrapa Agroindústria de Alimentos.

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