Dona da Cemar compra Companhia Energética do Piauí por um valor simbólico de R$ 50 mil

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Apesar da reação dos funcionários da estatal piauiense, a Equatorial Energia S.A., empresa que é proprietária da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), foi a única proponente e venceu o leilão de privatização da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), distribuidora da Eletrobras. O certame foi realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quinta-feira (26) na Bolsa de Valores B3, em São Paulo (SP).

A Equatorial controla, além da Cemar, das Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e também possui linhas de transmissão de energia no Pará, Piauí, Bahia e Minas Gerais e importante participação em usinas termelétricas no Maranhão.

Pelas regras do leilão, seria considerada vencedora a proponente que oferecesse o lance com maior índice de deságio na flexibilização tarifária, que deveria ser acima de zero. A Equatorial Energia S.A. ofereceu, em envelope lacrado, o índice de 119.

Com o índice combinado de 119 pontos, a Equatorial abriu mão de 100% da flexibilização tarifária. Segundo o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, a redução na tarifa dos consumidores atendidos pela Cepisa será da ordem de 8,5% com a privatização. A correção será feita em até 45 dias após assinatura do contrato de concessão, o que deve acontecer em até 90 dias.

Diante ao acúmulo de dívidas, a empresa foi vendida pelo valor simbólico de R$ 50 mil. Segundo o edital publicado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Cepisa acumulava prejuízos de R$ 2,4 bilhões e endividamento total igual a R$ 1,6 bilhão até dezembro de 2016.

A empresa pagará ainda uma outorga de R$ 95 milhões à União para assumir o controle da distribuidora e deverá fazer 1 aporte inicial de R$ 720,9 milhões.

Para o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, a resistência dos trabalhadores contra a privatização é natural, e citou exemplos da atuação da empresa no Pará e Maranhão, onde houve essa transição. “O processo foi muito tranquilo, de diálogo com os sindicatos, que são muito aguerridos. Mas a gente conseguiu estabelecer um diálogo muito sério, mostrar os benefícios”, disse

A Equatorial era a aposta da diretora-executiva da Thymos Energia (empresa de consultoria e gestão de energia), Thais Prandini, pela sinergia com suas atuais operações no país. “Isso facilita muito a operação. Gera redução de custos com equipamentos, mão de obra e deslocamentos. É muito mais fácil para uma empresa que jáatua na região”, explicou.

A Cepisa foi a primeira das seis distribuidoras da Eletrobras a ser privatizada. No último dia 18, o BNDES havia afirmado que manteria a realização do leilão no dia 26, após uma decisão judicial ter suspendido uma liminar que impedia o leilão das subsidiárias da Eletrobras.

O leilão, que durou cerca de 15 minutos, era visto como essencial para dar uma sinalização positiva aos acionistas da empresa, que decidem na próxima 2ª feira (30.jul) se aceitam prorrogar a prestação temporária de serviços das distribuidoras pela Eletrobras para 31 de dezembro. O prazo termina em 31 de julho.

(Com dados da Agência Brasil e Poder360)

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