Editor do Intercept diz que procurou a Globo para divulgarem juntos diálogos de Moro e Dallagnol

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AQUILES EMIR

O editor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, responsável pela publicação de conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro (ministro da Justiça e da Segurança Pública) e membros do Ministério Público da Força Tarefa da Lava Jato, participou nesta quinta-feira (13) do Pânico da Rádio Jovem Pan FM, onde afirmou que seu relacionamento com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) e ser defensor do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e do PT não tem relação com o material divulgado. Ele se disse ainda defensor da Lava Jato e do combate à corrupção.

Segundo Greenwald, muitas pessoas interpretam seu trabalho como uma campanha para atacar e destruir a Lava Jato, mas garante que este não é o caso. “Ninguém pode dizer que tenho algo contra a Lava Jato. Acredito que estamos fortalecendo a luta contra a corrupção, não enfraquecendo, esse é nosso objetivo.”

Ele recordou que em 2017, quando foi escolhido para fazer o discurso e dar um prêmio para quem estava lutando contra a corrupção, nem sabia que entre os finalistas estava a força-tarefa da Lava Jato.

“No meu discurso eu defendi e elogiei muitas coisas do trabalho da Lava Jato. O Deltan botou meu discurso no Facebook dele, me chamou de renomado. Esse post viralizou. Eu estava defendendo o trabalho da Lava Jato eu acho que corrupção é um problema muito grave neste país, não de esquerda ou direita”, lembrou.

Sobre a revelação das conversas obtidas por meios ainda não confessados, disse que “odos os jornalistas precisam decidir o que deve ou não ser publicado.

“Não somos WikiLeaks, não estamos publicando tudo que recebemos sem entender o que temos, estamos fazendo o trabalho com muito cuidado, muito responsável, deixamos bem claro que não publicaremos nada sobre assuntos privados. Só documentos de interesse público”, concluiu.

Globo – Glenn Greenwald deu sua versão para a reação da Globo ao seu trabalho. Segundo ele, a emissora teria sido procurada para publicar as conversas de Moro com membros do MPF, mostradas em reportagens do The Intercept, já que havia trabalhado em parceria com a emissora durante o caso de Edward Snowden, em 2013.

“Ganhamos Prêmio Esso, sempre achei os jornalistas muito profissionais (…). A Globo é um veículo muito importante no país, mas não sabe como receber críticas”, analisou.

Ele disse que a Globo foi procurada para fazer a divulgação das conversas,  o diretor Roberto Irineu Marinho proibiu qualquer pessoa de trabalhar com ele por causa das críticas que estava fazendo contra a emissora.  Ele, então, disse, antes de debater o conteúdo do que ele tinha em mãos, que queria ouvir que “não há proibição” com o seu nome.  De acordo com ele, a Globo nunca respondeu.

“Agora eles [a Globo] sabem que nós temos um arquivo enorme de grande importância, que todos os jornalistas estão pedindo, menos a Globo, porque querem esconder o material”, rebateu.

(Com informações e imagens da Jovem Pan)

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