Emap anuncia em São Paulo inserção do Porto do Itaqui no mercado de exportação de carne

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A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) lançou nesta nesta terça-feira (04), em São Paulo, o seu projeto de exportação de carne, pelo Porto do Itaqui, o que vai ajudar a impulsionar o agronegócio maranhense e de estados vizinhos no mercado internacional, principalmente nos Estados Unidos, país que é foco prioritário da iniciativa. O anúncio será feito na Intermodal, maior feira de transporte e logística da América Latina.

O investimento inicial é de R$ 12 milhões, em infraestrutura e tecnologia, tornando-se um importante elo da cadeia de escoamento de carne processada no Norte do Brasil. A iniciativa também vai contribuir para o setor agropecuário recuperar e consolidar a relação de confiança com o mercado internacional. Isso porque o corredor adotará procedimentos com altos níveis de exigência para a exportação, o que vai garantir a qualidade da carne brasileira.

De acordo com o presidente Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, a medida “segue os padrões máximos de qualidade para garantir a inserção do Porto Itaqui na rota de exportação de carne processada”. Os detalhes sobre o novo corredor de exportação serão divulgados durante entrevista coletiva.

Custos – Atualmente a carne produzida na região centro-norte do país, em grande proporção destinada à exportação, está limitada a uma logística reversa, em termos de custos, distância e tempo. Utiliza o modal rodoviário até os portos do Sudeste, de modo a embarcar em navios de longo curso. Trata-se de uma logística desfavorável para o produtor, na medida em que o submete a um alto custo logístico, tanto em terra, quanto no mar.

Uma maneira de mudar essa situação é estimular o uso dos portos mais ao Norte do país, entre os quais o Itaqui. Desse modo o projeto tem a vantagem de estimular o escoamento da carne ‘in natura’ pelos portos daquela região, contribuindo para descentralizar o movimento da carga nos portos do Sudeste, proporcionando maior competitividade ao produto nacional.

Valor agregado – Um dos investimentos é a adaptação de um pátio para contêiners reefers (refrigerados) e instalação de sistema elétrico. Trata-se de uma grande estrutura, com capacidade para manter produtos na temperatura ideal a fim de evitar perdas.

A Emap, como empresa pública do Governo do Maranhão, entende que o contêiner abriga carga de alto valor agregado e de grande importância para diversos setores da economia brasileira.

Mercado externo – A aposta do Governo do Maranhão, que vem contando com o apoio do Governo Federal para o desenvolvimento do projeto, está na abertura do mercado norte-americano como motor de elevação da produção da cadeia produtiva da carne bovina e, em consequência, contribuir para a geração de emprego no setor.

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O reconhecimento norte-americano também poderá expandir para a conquista de outros mercados. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a meta é elevar a participação brasileira no mercado internacional de produtos agropecuários dos atuais 7% para 10%.

O plano já em andamento, conduzido em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, tem o Porto do Itaqui como canal preferencial para exportação de carne frigorificada da região e envolve Ministério dos Transportes (ANTT, SEP, Antaq), além de produtores, armadores, operadores ferroviários e outros players logísticos.

A proposta do Ministério é fomentar a exportação para os Estados Unidos de carne frigorificada produzida na região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e área de influência do porto maranhense (Goiás e parte do Mato Grosso), transportada pela ferrovia Norte-Sul e escoada via Itaqui. Está sendo feito um levantamento da capacidade que os frigoríficos da região têm de exportação para o mercado norte-americano.

Potencial – Todos os elos dessa cadeia produtiva concordam que a área de influência do Porto do Itaqui tem grande potencial como produtora de carne frigorificada. Outros dois fatores sublinham ainda mais a importância do projeto: a localização estratégica do Porto, que representa sete dias a menos até a costa leste americana, em relação aos portos das regiões Sul e Sudeste, e a conexão do Porto com a Ferrovia Norte-Sul, integrando-o aos seus terminais ferroviários e pontos de concentração de carga em Anápolis, Uruaçu, Gurupi, Guaraí, Araguaína, Palmeirante, Porto Nacional e Açailândia, por exemplo.

Informações:

  • Coletiva de imprensa sobre novos investimentos do Porto do Itaqui
  • Quando: 04 de abril (terça-feira)
  • Horário: 18h45
  • Local: Intermodal South América 2017 – Transmerica Expo Center – São Paulo (SP)

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