Embrapa e Estado firmam acordo para transferência tecnológica no setor rural

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AQUILES EMIR

Ao tomar posse oficialmente, quarta-feira (12), no cargo de chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cocais), a pesquisadora Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin assinou Acordo de Cooperação Técnica com o Governo do Estado para transferência de tecnologia em cultivos biofortificados, visando à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades e regiões mais carentes. O programa é coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos e no Maranhão contará com suporte da Embrapa Meio-Norte, sediada em Teresina (PI).

As atividades técnicas e de gestão serão executadas pela Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), com o apoio da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).  A iniciativa vai garantir incentivos a pequenos produtores para que aumentem sua produção agrícola.

Por meio de melhoramento convencional, cultivares de arroz, feijão, batata-doce, mandioca, milho, feijão-caupi, abóbora e trigo serão selecionadas e cruzadas, sem a adesão de técnicas transgênicas, para a geração de variedades contendo maiores teores de pró-vitamina A, ferro e zinco, combatendo assim a deficiência de micronutrientes no organismo humano, a popular fome oculta, que dentre as doenças provocadas, estão a anemia e a cegueira noturna.

Ações – A nova gestão da Embrapa Cocais adotou ações voltadas para rediscussão do foco da Unidade e de sua atuação, bem como das cadeias priorizadas e a atualização da Agenda de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e Transferência de Tecnologia (TT) para, a curto e médio prazos, ampliar das parcerias com demais unidades da Embrapa, instituições públicas e privadas, especialmente de ensino, pesquisa e extensão, nos níveis municipal, estadual e nacional.  Estão previstas ainda ações para indução de novos projetos de pesquisa visando ao atendimento de demandas das principais cadeias produtivas da região.

A prospecção e a sistematização de demandas, por sua vez, serão feitas a partir de diálogos contínuos com a sociedade, tendo com norteador a avaliação de impactos econômicos e socioambientais das Tecnologias Produtos e serviços (TPS) ofertados aos produtores.  Todas as mudanças estão sendo submetidas à discussão e avaliação de seus colaboradores internos e dos principais “clientes” representativos da empresa, produtores, órgãos públicos e privados de pesquisa e extensão, dentre outros.

Diversidade – Maria de Lourdes (foto) frisou que o Maranhão, por ser uma área de transição entre os biomas Amazônia (34%), Cerrado (46%) e Caatinga (1%), resulta numa ampla diversidade de clima, vegetação e solos e uma grande riqueza de águas e sistemas de produção agropecuários, desde o extrativismo até a agricultura empresarial, mas tem grandes diferenças socioeconômicas e de desenvolvimento.

Segundo ela, esse descompasso entre riqueza e baixo índice de desenvolvimento humano pode ser transformado pela pesquisa agropecuária. “Esse caldeirão de diversidade traduz em um enorme desafio, tanto para nós, pesquisadores e gestores de ciência e tecnologia, quanto para nossos governantes políticos. Nesse cenário, é preciso trabalhar com todos os públicos, institucionalmente e sem fronteiras, para alcançarmos o desenvolvimento tecnológico sustentável da agropecuária do Maranhão e regiões. Eu não acredito que ninguém fará isso sozinho. Juntos, podemos”.

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