Embrapa Cocais inicia uma nova fase do Balde Cheio no Maranhão

0
788

A Embrapa Cocais está iniciando, no Maranhão, as atividades de campo referentes à nova fase do Balde Cheio. Trata-se de um projeto que usa metodologia de transferência de tecnologias da Embrapa para capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e produtores de leite em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais, visando fomentar a atividade de pecuária de leite e melhorar a qualidade de vida no campo.

No estado, o projeto teve início em 2008, em uma parceria entre a Embrapa Pecuária Sudeste (Unidade da Embrapa líder do projeto) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MA), Regional de Imperatriz. Durante esses dez anos de vida do projeto, mais de 2 mil produtores de leite foram beneficiados no Maranhão. Atualmente, cerca de 50 propriedades são beneficiadas com o projeto em 16 municípios da Região Tocantina, mais os municípios de Presidente Dutra e Bacabal, incluídos nessa nova fase do projeto.

Há dois anos, o Balde Cheio tornou-se projeto institucional em rede da Embrapa, abrangendo 16 Unidades da Empresa, incluindo a Embrapa Cocais. Nessa nova etapa, as ações estão sendo iniciadas com a abertura de novas frentes do projeto no Estado, em regiões mais próximas a São Luís. A equipe responsável pelo Balde Cheio no Maranhão – o pesquisador Joaquim Costa, o analista Talmir Quinzeiro e o técnico José Soares – foram, no final de setembro, a Presidente Dutra e Bacabal para realizar a seleção das propriedades e o envolvimento dos técnicos responsáveis, bem como prospectar a formalização e a revitalização de parcerias institucionais locais e regionais.

Cada um desses dois municípios terá sua Unidade Demonstrativa – UD do Balde Cheio para desenvolvimento das ações previstas. A UD é a propriedade modelo participante do projeto e que serve como “salas de aula no campo” para capacitação continuada e visitas técnicas.

“Os técnicos dessas novas UDs são capacitados nas práticas envolvidas em todas as etapas do processo de gestão da propriedade leiteira por um instrutor conveniado ao projeto, que, no Maranhão, é o agrônomo João Rosseto Ribeiro Junior, responsável por realizar visitas quadrimestrais às UDs do Balde Cheio no estado para acompanhar as atividades e avaliar o trabalho do técnico. Os técnicos capacitados na metodologia, por sua vez, acompanham mês a mês as propriedades sob sua responsabilidade”, explica o pesquisador Joaquim Costa, da Embrapa Cocais.

Em 2019, a Embrapa Cocais vai coordenar, no âmbito do Balde Cheio, evento de transferência de tecnologia voltado a técnicos e produtores da região dos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí (MATOPI). A atividade será realizada no Maranhão, abrangendo as UDs mais consolidadas na Região Tocantina. “O objetivo é a expansão do projeto Balde Cheio, um forte aliado para o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite, por meio de um arcabouço consolidado de tecnologias simples e de fácil acesso, que são passíveis de adoção por produtores e técnicos de todos os tamanhos e situações”, informa Talmir Quinzeiro, analista da Embrapa Cocais.

Saiba mais sobre o Balde Cheio – Criado e desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste há mais de 20 anos, o Balde Cheio conquistou reconhecimento, por contribuir para o desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira, particularmente dos pequenos produtores, com ações em praticamente todo o Brasil, sempre em parcerias multi-institucionais, que o permitiram alcançar um número expressivo de técnicos e produtores.

Para participar do projeto, o produtor deve cumprir os “combinados”: realizar exames anuais para detecção de brucelose e tuberculose; ter acompanhamento técnico na propriedade; registrar os controles básicos relativos ao clima (chuvas e temperaturas máxima e mínima), às finanças (despesas e receitas com a atividade leiteira) e ao rebanho (parições, coberturas, pesagens mensais e controles leiteiros); e permitir que a propriedade seja visitada por outros produtores e técnicos para realização de dias de campo e reuniões.

Os produtores que participam do projeto recebem as orientações dos profissionais da assistência técnica, bem como de um instrutor, capacitados por pesquisadores da Embrapa. Os direitos do produtor são: ser assistido pelo extensionista local e sair e voltar quando quiser ao programa.

(Embrapa)

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui