São Raimundo das Mangabeiras sedia dia de campo sobre biofortificados

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A Embrapa Cocais, com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar de São Raimundo das Mangabeiras e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e outros parceiros promove, segunda-feira (23), das 8h às 12h, um dia de campo sobre o cultivo de feijão-caupi BRS Aracê e milho biofortificado BRS 4104. O evento será no campus do IFMA e vai apresentar atividades de transferência de tecnologia realizadas com os cultivos biofortificados no Maranhão.

Voltado para técnicos, alunos e agricultores familiares e ainda instituições locais e regionais, o dia de campo terá as seguintes palestras: “

  • Feijão-caupi e o milho BRS 4104, a ser proferida pelos professores Jean Magalhães da Silva e Clemerson Rodrigues Nunes, do IFMA
  • Emprego seguro dos defensivos químicos, por representante da Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTR
  • Projeto BioFORT visando segurança alimentar e nutricional para o estado do Maranhão, pela superintendente de articulação política da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar – SAF, Adelana Santos
  • Panorama geral das ações de transferência de tecnologia para o estado do Maranhão, pelo técnico da Embrapa Cocais José Soares Beserra Júnior;
  • Importância do Ensino, Pesquisa e Extensão, pelo professor do IFMA Jânio Fernandes e Silva.

BioFORT – A Rede BioFORT é o conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos no Brasil. No Maranhão, os cultivos biofortificados foram implantados desde 2006, inicialmente pela Embrapa Meio-Norte.

Atualmente, a atuação da Embrapa Cocais abrange duas frentes: as ações advindas do Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa e o Governo do Estado do Maranhão, assinado em abril de 2017,  para transferência de tecnologia em cultivos biofortificados, visando à segurança alimentar e nutricional, especialmente para as comunidades e regiões mais carentes; e do projeto de transferência de tecnologia e de comunicação empresarial aprovado no âmbito do Macroprograma 4 da Embrapa, que engloba 38 Escolas Casas Familiares Rurais – CFRs, oito projetos sobre os sistemas agrícolas consorciados e 15 sobre Sistemas Integrados Alternativos para Produção de Alimentos, conhecido como “Sisteminha Embrapa”.

Biofortificação – A essência do programa de biofortificação é enriquecer alimentos que já fazem parte da dieta da população mais carente, como arroz, feijão-caupi, mandioca (macaxeiras), batata-doce, milho, abóbora e trigo, a partir do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A, introduzindo alimentos mais nutritivos na dieta dessas pessoas.

No País, já foram lançadas e recomendadas 12 cultivares de mandioca, milho, batata-doce, feijão-caupi e comum com altos teores de ferro, zinco e beta caroteno. O objetivo é diminuir a desnutrição e garantir maior segurança alimentar, além de combater fortemente a chamada “fome oculta”, que é a carência específica de micronutrientes.

Para isso, busca também a promoção do aumento da produção e do consumo de alimentos biofortificados nas diversas regiões do Brasil, por intermédio do fortalecimento de uma rede para a transferência de tecnologias com abrangência nacional.

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