Equilíbrio marca desempenho de Corinthians e São Paulo em finais do Campeonato Paulista

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RAONI DAVID

Corinthians e São Paulo fazem neste Paulistão Sicredi 2019 a sexta final direta da história do Campeonato Paulista de futebol. No balanço do confronto, equilíbrio com o empate de três títulos para cada lado. Confrontos que decidiram o título, mas não foram disputados em finais previstas em regulamento, não fazem parte do levantamento. Irmãos, Raí e Sócrates se destacam na artilharia do confronto em decisões.

Em toda história do Paulistão, essa será a décima vez que os rivais fazem o clássico ‘Majestoso’ valendo taça. Porém, em finais direta de competição será a sétima ocasião e, nas outras seis, cada equipe ganhou três taças. O Corinthians, no entanto, leva vantagem com seis vitórias em 12 jogos em finais. O São Paulo venceu três vezes, além de haver outros três empates.

Bi do Corinthians
Após sair do jejum de títulos que durou 23 anos, o Corinthians virou contumaz conquistador de taças do estadual. Além de 1977, foi campeão em 1979, além do bicampeonato de 1982 e 1983, ambos diante do rival tricolor. Foram duas vitórias na primeira conquista -1 a 0 e 3 a 1- com destaque para os dois gols de Biro Biro no segundo jogo.

No ano seguinte Sócrates foi decisivo. O Doutor, como era conhecido, marcou no gol da vitória por 1 a 0 –como havia feito no ano anterior- e também no empate por 1 a 1 no jogo da volta, garantindo o 19º da equipe do Parque São Jorge na história.

Troco tricolor
Anos mais tarde, o time do Morumbi igualou este confronto direto com o rival em decisões do Paulistão. Em 1987, Edivaldo e Lê marcaram para o São Paulo enquanto João Paulo descontou para o Corinthians no primeiro jogo. O empate sem gols na volta deu o título aos são-paulinos.

Reeditando a decisão em 1991, Raí brilhou em nova vitória no primeiro jogo. Desta vez o camisa dez marcou três vezes na vitória por 2 a 0 do tricolor na ida. Outro empate sem gols na volta garantiu a 17ª taça do Paulistão ao São Paulo.

Um para cada
Em 1998 aconteceu a única virada do confronto em uma decisão de Campeonato Paulista. No primeiro jogo, com gols de Marcelinho Carioca e Cris –Fabiano descontou para o São Paulo- o Corinthians venceu por 2 a 1. Na volta, na reestreia surpresa de Raí que abriu o placar, o time do Morumbi conseguiu o placar por mais de um gol que precisava e sagrou-se campeão ao vencer por 3 a 1 com mais dois gols de França.

Cinco anos depois, em 2003, o Corinthians contestou o favoritismo tricolor –dono de melhor campanha e que, portanto, jogava por dois resultados iguais- para ficar com o titulo. As duas vitórias por 3 a 2, com destaque aos dois gols de Rogério no primeiro jogo e Jorge Wagner no segundo, deram o título ao Corinthains.

Irmãos artilheiros
Craques, irmãos e ídolos das duas equipes, Raí e Sócrates são os maiores artilheiros do confronto em finais de Campeonato Paulista. Mais novo e ídolo tricolor, Raí lidera a estatística com quatros gols. Três deles no primeiro confronto de 1991 e o quarto no jogo de volta de 1998, levantando a taça em ambos.

Mais velho e idolatrado pela torcida corintiana, Sócrates marcou três vezes. Uma no primeiro jogo da final de 1982 e outras duas em cada um dos confrontos da decisão de 1983, também conquistando duas taças num clássico Majestoso.

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