Ex-governador de Minas Eduardo Azeredo deve sair da cadeia nesta sexta

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O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) participa de reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, para análise da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. (Valter Campanato/Agência Brasil)

A defesa do ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (ex-PSDB) entrou com solicitação na comarca de Belo Horizonte nesta sexta-feira (08) para que o político deixe a prisão, onde está desde maio do ano passado. A Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou o pedido, segundo informação do jornal Hoje em Dia.

Uma das advogadas do político, Carolina Guimarães, disse que espera que a decisão saia ainda nesta sexta. A advogada ressaltou que os recursos de defesa de Azeredo seguem seus trâmites e que a solicitação feita agora não altera o curso deles. “O pedido de soltura vem somente para reparar algo quem nem deveria ter acontecido”, declarou.

O pedido de soltura vem logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou, nessa quinta-feira (7), a possibilidade de prisão em segunda instância, medida considerada um dos pilares da Operação ‘Lava Jato’.

A Corte seguiu o entendimento constitucional de que um condenado tem o direito de aguardar em liberdade a decisão definitiva da Justiça até o fim de todos os recursos.

Eduardo, que se desfiliou do Partido da Social Democracia Brasileira de Minas Gerais (PSDB-MG) em maio deste ano, cumpre pena em cela na unidade Funcionários do Corpo de Bombeiros, na região Centro-Sul da capital mineira.

Prisão – Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro dentro do processo conhecido como Mensalão Tucano.

O ex-governador foi acusado de ser um dos principais articuladores de esquema que desviava recursos do Banco do Estado de Minas Gerais e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais em benefício de sua campanha de reeleição, em 1998 – disputa em que perdeu para Itamar Franco.

O esquema teria utilizado agências de publicidade de Marcos Valério para a movimentação dos recursos, de acordo com a denúncia do Ministério Público.

(Com informações do Hoje em Dia)

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