Lula é atacado por pedras e ovos na passagem por Santa Catarina

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O ex-presidente Lula (PT) teve dificuldades para discursar em São Miguel do Oeste (SC), onde neste domingo (25) cumpriu mais uma etapa de sua caravana pela região Sul. Ele foi protegido por guarda-chuvas para não ser atingido por ovos jogados de um prédio próximo à praça onde ele realizava seu comício.

Lula chegou a cobrar da Polícia Militar a invasão do imóvel para “pegar esse canalha e dar o corretivo nele que ele precisa ter para não tacar ovo nas pessoas”. Os policiais disseram que não conseguiram identificar de qual parte do edifício, de uso residencial e comercial, os ovos eram lançados. Irritado, o ex-presidente chegou a ameaçar quem tentava lhe atingir:

“Esse cidadão está esperando que a gente fique nervoso, suba lá e dê uma surra nele, mas gente não vai fazer isso”, disse ele, nervoso com os ataques. “Esse cara ou é um débil mental ou não tem o menor apreço por qualquer ser humano, porque esse canalha deveria saber que tem crianças aqui”, declarou.

Os primeiros ovos começaram a atingir o palco antes do início da fala de Lula, quando quem discursava era a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do partido.

“Tenha coragem de descer aqui e falar com o povo. Isso é de uma covardia. Vocês estão estragando alimentos, tomem vergonha na cara. Os ovos de vocês não nos assustam”, disse a senadora Gleisi Hofmann, que presidente nacional do PT, depois de um ovo estourar na frente do palanque.  Segundo ela, se algo acontecesse com Lula, a responsabilidade seria do governo de Santa Catarina, chefiado por Eduardo Pinho Moreira (MDB), e da Polícia Militar do estado.

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Protestos – Lula condenou ainda diversos ataques sofridos por sua caravana pelo Sul do país. “Estão a semana inteira tacando ovo na caravana, no palanque. Já devem ter tacado umas 50 dúzias de ovos. Esse filho da mãe vai cair em uma desgraça tão grande que vai implorar para ter um ovo para comer”, declarou Lula.

O petista também afirmou que sua caravana não é eleitoral e que ele não sabe se será o candidato do PT na disputa presidencial desse ano. “Não sou candidato ainda. Vai ter convenção do PT, e eu vou ter que esperar o processo em que posso não ser candidato. Estou fazendo isso [a caravana] para conhecer o Brasil”, afirmou.

“Eles estão achando que minha prisão vai me calar. São um bando de imbecis. Querem me prender para me impedir de andar por esse país. São tolos, pois eu andarei pelas pernas de vocês. Eu quero que eles saibam que eu não sou o problema desse país, eu sou a solução desse país”, disse Lula.

“Quando eu não puder mais falar, eu vou falar pela boca de vocês”, acrescentou o petista, que segue esta semana para a Paraná. “Vamos até Curitiba, falar para quem gosta de nós e para quem não gosta de nós. Não faremos distinção. Só faremos distinção entre quem não gosta de nós e o canalha que esta escondido jogando ovos. Enquanto os cães ladram, a caravana passa”, afirmou.

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Ataques – Antes do comício de São Miguel do Oeste, a caravana de Lula foi atacada com pedras e ovos em Nova Erechin. As pedradas chegaram a trincar os vidros de dois dos três ônibus que integram a caravana, entre eles o que Lula viajava.  “O que aconteceu foi um atentado criminoso. Poderia ter acontecido uma tragédia. O motorista ficou sem visibilidade”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara.

Os protestos violentos e tentativas de bloquear a passagem da comitiva do petista têm marcado a caravana de Lula na região Sul. O ex-presidente chegou a ser impedido de entrar em Passo Fundo (RS).

No sábado à noite, em Chapecó (SC), houve confronto entre manifestantes anti-Lula e militantes petistas que participavam de um ato na praça central da cidade. Integrantes da caravana acusam a participação de grupos de extrema-direita apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência pelo PSL.

Em Florianópolis, Lula ressaltou que os participantes das atividades da caravana são “gente da paz” mas disse que eles devem “retribuir” as agressões sofridas. Em Chapecó, o petista falou em “dar porrada”.

(Com dados do UOL e fotos do PT, Popular Mais e TVSP)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação