Exposição fotográfica no Forum Sarney Costa mostra beleza de mulheres com deficiência física

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Como parte das atividades do mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, está em cartaz na Galeria de Arte do Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, em São Luís, a exposição “Eu sou Mulher”, organizada pelo Coletivo de Mulheres com Deficiência do Maranhão. São 16 fotografias que resgatam a feminilidade da mulher com deficiência.

A exposição, em múltiplos formatos acessíveis, foi inaugurada na terça-feira (20) e fica em cartaz na Galeria Celso Antônio de Menezes (hall do Fórum) até o dia 27 de março. O espaço é aberto ao público de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados, das 8h às 18h.

A advogada e especialista em Direito da Pessoa com Deficiência, Priscilla Selares, deficiente visual há 18 anos e modelo do ensaio fotográfico, disse que um dos objetivos da exposição é tirar da invisibilidade a mulher com deficiência. “É mostrar a nossa feminilidade; que o olhar das pessoas parem na nossa condição de mulher e não em nossa condição de pessoa com deficiência”, afirmou.

Leninha Monteiro, uma das coordenadoras do Coletivo de Mulheres com Deficiência do Maranhão, que é cadeirante há quase 30 anos, também integra a exposição fotográfica. Ela destacou que a ideia da iniciativa é explorar a sensualidade da mulher com deficiência para quebrar as barreiras e mostrar que elas têm beleza e sensualidade. “Sou além da minha deficiência. A cadeira de rodas é só uma extensão do meu corpo, mas a minha vontade de lutar e vencer é maior do que isso. E todos nós temos nossa história”, lembrou.

As fotografias são assinadas por Veruska Oliveira e a produção de moda é de Manoel Mougeot. “Usar a moda como ferramenta estética para promover o empoderamento da mulher com deficiência está sendo acertivo, quebramos muitos paradigmas”, afirma Mougeot.

A exposição conta com curadoria de Alessandra Pajama. “Também foi pensado em garantir que a exposição tenha acessibilidade como um todo, para atender às diversas necessidades das pessoas com deficiência que visitam o espaço”, ressaltou a curadora.

(Agência TJ)

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