Com apoio a Flávio Dino, Fábio Gentil racha seu grupo político em Caxias

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Fábio Gentil reuniu vereadores para declarar apoio ao projeto de reeleição do governador Flávio Dino

AQUILES EMIR

O apoio que teria sido manifestado pelo prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), nesta segunda-feira (25), pode provocar um abalo no grupo formado em 2016 para elegê-lo, numa disputa ferrenha com o então prefeito Leonardo Coutinho (PSB), sobrinho do ex-deputado e ex-prefeito Humberto Coutinho. O primeiro a se pronunciar foi o também ex-deputado e ex-prefeito Paulo Marinho (MDB), que em sua página no Facebook declarou que não tem a menor condição de seguir com o prefeito nesta empreitada.

Ao justificar sua posição, Paulo Marinho, que é pai do vice-prefeito, Paulo Marinho Júnior (PP), diz que Flávio Dino “faz um governo não diferente de outros que o Maranhão já teve. Repete as mesmas práticas. Com ele o Estado não avançou. Já me perseguiu muito e continua perseguindo”.

Catulé Júnior será suplente de senador na chapa de José Reinaldo Tavares

Outro ponto polêmico desse acordo foi a presença, no Palácio dos Leões, do vereador Antônio Bitencourt Albuquerque, o Catulé, que é presidente da Câmara Municipal, pois no último fim de semana ele lançou o filho, Catulé Júnior, pré-candidato a suplente de senador na chapa do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), que defende as candidaturas ao Governo do Estado tanto do senador Roberto Rocha, que é do seu partido, quanto do deputado Eduardo Braide (PMN), ambos ferrenhos adversários do governador. Catulé Júnior teria se filiado ao PSDB no último dia da janela para troca de legendas a fim de viabilizar essa candidatura.

De acordo com uma fonte ligada à família do ex-deputado Humberto Coutinho, a aproximação foi recebida com naturalidade, pois neste momento as prioridades são a reeleição do governador e a eleição da viúva Cleide Coutinho a deputada estadual, cargo que ela exerceu por dois mandatos quando o ex-marido era prefeito.

Aproximação – As tentativas de aproximação do governador do prefeito de Caxias começaram logo após a morte de Humberto Coutinho. De olho na popularidade de Fábio Gentil, que teria seu governo avaliado com mais de 80% de aprovação, mesmo trabalhando praticamente com recursos próprios, via como ameaça sua aproximação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), pré-candidata ao Governo.A indagação é como ficará o grupo formado para eleger Gentil, pois pela primeira vez na política caxiense muitas divergências foram superadas para garantir sua vitória, que se deu apertada, já que o governador investiu pesado para derrotá-lo.

Fábio Gentil (E) e Paulo Marinho Júnior na campanha de 2016, lutando contra a força de Flávio Dino e a família Coutinho, para conquistar a Prefeitura

Uma pessoa ligada a esse grupo disse a Maranhão Hoje que resta saber também como a população vai receber essa mudança de lado do prefeito, ou seja, se mesmo apoiando sua gestão seguirá sua orientação política a ponto de garantir uma boa votação ao governador no município.

Na sua postagem no Facebook, Paulo Marinho diz que “Fábio (Gentil) tem todo o direito e até a obrigação de buscar os recursos (do Estado) de volta. De cobrar do governo que os milhões pagos pelos comerciantes caxienses de impostos retornem ao município através de asfaltamento de ruas e outras prioridades. Quanto a posição política do Fábio está é da exclusiva responsabilidade dele”. Ainda de acordo com Marinho, “cabe a ele (o prefeito), engenheiro inteligente que é, decidir o caminho que seguirá”. 

Apesar de divergir dessa posição do prefeito, Paulo Marinho diz que mantém o compromisso de trabalhar pela eleição de seu pai, José Gentil, a deputado estadual e do seu filho, o vice-prefeito Paulo Marinho Júnior, a deputado federal.

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