Faltando dois meses para a posse de Bolsonaro, Flávio Dino antecipa campanha para sucedê-lo

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AQUILES EMIR

Passados menos de oito dias da eleição que definiu Jair Bolsonaro (PSL) como novo presidente da República, intervalo em que o candidato derrotado, Fernando Haddad (PT), foi apresentado pela presidente do seu partido, senadora Gleisi Hoffmann (do Paraná), como novo coordenador de uma frente de oposição ao novo governo, que será empossado em janeiro de 2019, Flávio Dino (PCdoB) lançou seu projeto de concorrer à Presidência da República, em 2022. A mobilização, bem a seu estilo, começou pelas redes sociais.

A página no Facebook, que até terça-feira (30) fazia menção a Flávio Dino candidato à reeleição e que foi mantida ao longo da campanha pró Haddad no segundo turno, ganhou nova denominação e passou a se chamar Flávio Dino Presidente 2022. Mais de 14,6 mil pessoas o estão seguindo neste espaço.

Todo o conteúdo é o mesmo da versão anterior, onde o governador posta seus comentários sobre o resultado da eleição presidencial, faz previsão errada sobre uma possível derrota de Bolsonaro, mostra lealdade ao ex-presidente Lula e critica seus adversários.

“Agradeço à população do Maranhão pela extraordinária votação conferida a Haddad. Longe daqueles discursos preconceituosos que se ocupam de atacar o Nordeste, nosso voto se embasa em uma visão sobre desenvolvimento com justiça social. Essa concepção foi a vencedora aqui”, diz uma delas.

Flávio Dino não vem medindo esforços para ser reconhecido como uma liderança nacional e se apresentar como uma alternativa à sucessão de Bolsonaro. Numa entrevista ao UOL, segunda-feira (29), ele profetizou um período difícil para o Brasil a partir da posse do novo presidente.

Numa outra página por ele alimentada no Facebook, não economiza pessimismo sobre o governo que ainda vai começar. “Tudo indica que 2019 será mais um ano de recessão e conflitos sociais no Brasil. Finanças públicas de muitos Estados e municípios entrarão ou continuarão em colapso. Prosseguirei atento para evitar que isso aconteça no Maranhão. Mais um deserto a atravessar. Tenhamos fé”, disse ele.

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