Familiares de Alanna recebem orientação do Ceav após confirmação de sua morte

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Uma equipe do Centro Estadual de Apoio às Vítimas (Ceav), órgão vinculado à Secretaria Estadual dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), está oferecendo assistência à família de Alanna Ludmilla, de 10 anos, que foi encontrada morta, na manhã desta sexta-feira (03), no quinta de sua residência, no bairro do Maiobão, no município de Paço do Lumiar.

Ainda na manhã desta sexta-feira, a Justiça decretou a prisão de Robert Serejo Oliveira, que mantinha uma relação amorosa com a mãe de Alanna, Jaciene Pereira, por ser o principal suspeito da prática do crime. Ele esteve na casa da vítima, quarta-feira (1º) à noite, apesar de já estar separado da mãe, emprestando solidariedade à ex-companheira e ainda chegou a ajudar na busca do corpo no quintal, além de ir à delegacia de polícia para prestar depoimento sobre o caso, de onde foi dispensado, mesmo àquela altura já ser apontado como suspeito.

A mãe da menina disse que a deixou em casa sozinha, mas trancada, porque precisava fazer uma entrevista com vistas a uma emprego e quando retornou não a encontrou mais. Jaciene ainda chegou a postar um áudio nas redes sociais dando esta versão.

O corpo foi encontrado na manhã desta sexta, depois que um vizinho suspeitou de um forte odor que vinha do quintal de sua casa, local menos indicado para ser encontrado, visto que uma mochila da menina foi encontrada muito distante, no Paranã.

O suspeito em recente foto com a menina que teria matado

Apoio – A equipe do Ceav está dando  atendimento e assistência jurídica, psicológica e social. O apoio aos familiares da vítima é um serviço fundamental do Estado na garantia do acolhimento e orientação institucional em situações de violência ou violação de direitos humanos, de acordo com as necessidades da família, como esclarecimentos e auxílio jurídico no processo de investigação criminal, apoio psicológico e até mesmo ajuda econômica para despesas funerárias, caso a família não tenha condições socioeconômicas.

Segundo informação da Prefeitura de Paço do Lumiar, cinco delegados continuam trabalhando nas investigações, bem como a Polícia Militar, e a Prefeitura acompanha a continuidade das diligências com o objetivo de solucionar judicialmente o crime. O Centro Estadual de Apoio às Vítimas já acionou também o conselho tutelar para realizar um apoio conjunto sobre o caso.

E para que outras violações de direitos humanos não aconteçam, a Sedihpop tem orientado a população a não divulgar ou compartilhar informações que possam gerar boatos, comprometer as investigações e provocar incitação ao crime de ódio e outras violências.

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