Federação das Indústrias negocia com Vale construção de ferrovia de Balsas a Porto Franco

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O presidente da Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, e o vice-governador  Carlos Brandão estiveram reunidos em Brasília, nesta terça-feira (22), com o diretor de Relações Governamentais da Vale, Luiz Ricardo Santiago, para pleitearem, ações em favor do setor industrial maranhense, entre elas, maior participação das empresas locais nas contratações de serviços e material de consumo daquela empresa.

Na ocasião, a Fiema reivindicou a implantação do ramal ferroviário Porto Franco/Balsas, a título de compensação ao Maranhão pela prorrogação do prazo de exploração da Estrada de Ferro Carajás (EFC), até 2057. A Relações Governamentais da Vale no Maranhão, Vanessa Tavares, também participou da reunião.

“Não podemos aceitar que os investimentos, a título de compensação financeira pela prorrogação da concessão da EFC até 2057, sejam implantados somente fora do território maranhense, não levando em consideração que 1/3 de sua população continuará sendo impactada pela movimentação intensa e pesada dos trens da Estrada de Ferro Carajás”, frisou Baldez.

A Federação solicitou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) intervenha no sentido de que o estado do Maranhão seja beneficiado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário a título de compensação financeira da exploração da Estrada de Ferro Carajás por mais três décadas no seu território.

Para o vice-governador, o novo ramal é estratégico e representa economia e desenvolvimento para o Estado. “Com o projeto pronto, teremos uma grande economia de frete para os produtores rurais do sul do estado, além de reduzir a despesa com manutenção de rodovias”, ressaltou.

O presidente da Fiema explicou que a reivindicação é para que os recursos de investimentos sejam aplicados na implantação do ramal ferroviário, um trecho de aproximadamente 200 km de extensão e bitola larga. A área de influência dessa ferrovia abrangeria 18 municípios maranhenses, com potencial de até 17 milhões de toneladas de soja, milho, algodão, farelo de soja, arroz, sorgo e cana de açúcar, entre outros produtos.

Ainda na defesa do setor industrial maranhense, foi pleiteado pela Fiema que as licitações da Vale, feitas em plano nacional, contenham mecanismos que possibilitem a participação de empresas fornecedoras do Maranhão, a exemplo de serviços básicos como vigilância, fardamento, equipamentos e materiais de segurança, entre outros.

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