Fiema coloca Sistema S a serviço do Centro de Lançamento de Alcântara

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O presidente da Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, ao participar do Seminário Base de Alcântara: Próximos Passos, na última segunda-feira (15), ofereceu toda a estrutura do Sistema S no Maranhão nas áreas de inovação e tecnologia às ações que vão viabilizar a parceria com os Estados Unidos para uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). “O Sistema S tem adequado suas estruturas de formação e qualificação de mão de obra visando ao atendimento de toda demanda industrial, seja das empresas de ponta, seja das fornecedoras de produtos e insumos”, disse ele.

Segundo Baldez, “é inegável reconhecer um novo mundo marcado pela intensificação da importância das atividades, produtos e serviços espaciais no processo de desenvolvimento econômico e social dos países”. A indústria aeroespacial, como acrescentou o empresário, “é um pilar importante para qualquer país, com oferta de altos salários, atividades em tecnologia e forte propulsão de crescimento”.

O Seminário teve como objetivo discutir a temática espacial no Maranhão sustentado nos eixos geopolítica, desenvolvimento regional e papel acadêmico, reunindo instituições, pesquisadores e acadêmicos interessados nas temáticas.

O vice-presidente da Fiema, José de Ribamar Barbosa Belo, o Zeca Belo, participou de um painel que abordou perspectivas e desafios para o desenvolvimento socioeconômico local a partir da cadeia produtiva da indústria aeroespacial. Ele destacou que o CLA é um tema antigo no Maranhão, mas, até agora, de muito pouca agregação de valor na economia estadual.

“É preciso, contudo, que em torno dele gravite uma economia dinâmica, integrada, geradora de efeitos multiplicadores regressivos e progressivos sobre a economia maranhense. As indústrias que compõem a cadeia produtiva da indústria aeroespacial são intensivas em alta tecnologia, mas esta característica não as fazem excludente relativamente aos fatores que fazem o desenvolvimento regional e local”, disse Belo.

Produção – Zeca Belo apresentou um estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que estima uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano até 2026, o que torna positivo o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos pelo potencial de atração e geração de negócios em torno do CLA, considerado extremamente necessário em razão da quase absoluta presença de tecnologia e componentes americanos nos satélites de todo o mundo.

Com base nesses números, indagou: Quanto desses produtos poderiam ser produzidos no Maranhão? Qual o conteúdo tecnológico desses produtos? Quantas de nossas empresas poderiam ser-lhes fornecedores? Quantos trabalhadores maranhenses seriam absorvidos pela indústria aeroespacial? “Estas indagações são desafios a enfrentar na perspectiva do processo de desenvolvimento regional e local, sendo, por isso mesmo, necessário conhecer a matriz de demandas dos empreendimentos a serem instalados no Centro de Lançamento”, respondeu.

Ele citou ainda que esse processo contínuo de qualificação de empresas e pessoas, especialmente de nível técnico e superior especializados, criará uma real capacidade para fornecimento de produtos e serviços, inclusive na área de construção pesada.

No mês de março, o coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, diretor do Centro de Lançamento, apresentou na Fiema as principais ações, projetos e atividades do CLA. “O acordo não ameaça a soberania nacional. Não é a construção de uma base norte-americana, só brasileiros continuarão controlando a base. O Brasil controla o centro de lançamentos como um todo. Não cedemos nenhuma parte do território nacional nem autorizamos os EUA a lançarem o que quiserem”, explicou.

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