Fiema pede que Vale apresente projeto para compensar a exploração da Ferrovia Carajás

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O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras (CTINFRA) e vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiema), José de Ribamar Barbosa Belo, voltou a cobrar da mineradora Vale um projeto de compensação ao Maranhão pela extensão do prazo de exploração da Estrada de Ferro Carajás. A reivindicação foi feita na Audiência Pública  que teve como objetivo colher subsídios para o aprimoramento dos estudos sobre a prorrogação do prazo da concessão da ferroavia.

A Fiema já apresentou sua proposta: a construção de um ramal ferroviário no trecho Porto Franco-Balsas – trecho da EF-232-ramal de ligação Eliseu Martins (PI) – Balsas (MA) – Porto Franco (MA), entroncamento com a ferrovia Norte-Sul (EF-151), com base em estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, elaborados pelo Consórcio Oikos-Transplan-Consegv, contratado pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, empresa pública responsável pela construção do leito da ferrovia Norte-Sul.

Este trecho possui uma extensão de 200 km a ser construído em bitola larga, ligando Balsas (MA) a Porto Franco (MA), na Ferrovia Norte-Sul. A partir de Porto Franco toda a produção originária do sul maranhense e do Piauí seguiria na direção de Açailândia (MA) e, daí em diante, pela Estrada de Ferro Carajás até o Porto de Itaqui, em São Luís (MA).

Zeca Belo com os irmãos Celso e Hilton Gonçalo na audiência da ANTT

A Estrada de Ferro Carajás possui uma extensão de 892 km. Deste total, 696,8 km, ou seja, 78,11% encontram-se no Maranhão, que passa por 23 municípios, onde habitam mais de 1.872.959 pessoas, o equivalente a 27,1% do efetivo total do Maranhão (IBGE, 2018). Este trecho é também conhecido como Corredor Norte da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão.

Na audiência, a Fiema solicitou a parceria da Vale para a elaboração do novo projeto básico do trecho Porto Franco-Balsas, vetor ferroviário que transportará grande parte do agronegócio e de insumos para os negócios maranhenses.

“A Fiema no exercício do seu papel de defesa de interesse do empresariado industrial maranhense, acredita que investimentos, a título de compensação financeira pela prorrogação da concessão da EFC até 2057, sejam implantados no Maranhão”, destacou Zeca Belo, que é também presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Obras Rodoviárias do Maranhão (Sindicor).

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