Flávio Dino admite que pode ficar no governo até o fim e não concorrer a nada na eleição de 2022

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AQUILES EMIR

Na entrevista concedida ao jornalista Manoel Santos Neto e publicada no Jornal Pequeno, na edição desta terça-feira (09), o governador Flávio Dino (PCdoB) admite, pela primeira vez, que pode desistir de concorrer a um novo mandato eletivo em 2022 e ficar até o último dia do governo no Palácio dos Leões. Ao manifestar que isto pode ocorrer, ele demonstra entusiasmo com a possibilidade, ao citar o exemplo do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), que trocou uma eleição pela permanência no cargo e hoje preside a Fundação João Mangabeira.

Flávio Dino cita ainda o exemplo de José Reinaldo Tavares (PSDB), que poderia ter saído do governo em 2006 para disputar cargo de deputado ou senador, mas preferiu ficar e passar a faixa a Jackson Lago.

Vale destacar que desde a eleição de José Sarney, em 1965, a partir de quando as escolhas de governadores passaram a ser pela indireta até 1982, ficaram até o fim dos seus mandatos e desistiram de concorrer a outros cargos, Pedro Neiva de Santana (1971 a 1975), Nunes Freire (1975 a 1979), Luiz Rocha (1983 a 1986), José Reinaldo (2002 a 2006) e Roseana Sarney (2011 a 2014), tendo esta renunciado faltando vinte dias para encerrar o mandato.

Apesar de admitir essa possibilidade, Flávio Dino diz que restam-lhe ainda duas outras hipóteses: sair do governo e buscar uma cadeira de deputado (estadual ou federal) ou senador da República e atender, se houver, um apelo de partidos e simpatizantes para entrar na disputa presidencial, como cabeça de chapa ou vice.

Sobre a disputa para suceder Jair Bolsonaro, ele diz que não é algo que planeje como foco principal e exclusivo. “As alternativas 1 (ficar no governo) e 2 (disputar mandato para o legislativo) dependem de mim”, mas diz que vai avaliar com muito critério as três.

Agonias – O governador disse ainda que disputa nacional no momento não são seu foco principal, já que suas maiores agonias são com o Maranhão.

“São as escolas dignas, são as ruas, são as MAs, as estradas estaduais que precisam de asfaltamento, é a ajuda aos municípios, é a cobrança para o governo federal para os buracos das BRs, a questão da Previdência Social, a Base de Alcântara, os vários programas de governo, a ampliação do Porto do Itaqui, o programa de estímulo ao crescimento do turismo em nosso estado”, lista suas agonias.

Ele disse que fica muito honrado quando recebe convites para disputar a Presidência da República e manifestações de apoio, como foi a do Frei Leonardo Boff, mas “não é uma coisa que eu saia amanhã achando que vá concorrer”.

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