Flávio Dino diz que se fosse juiz da Lava Jato assinaria 81% das sentenças condenatórias

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AQUILES EMIR

Na entrevista concedida neste domingo (15) ao programa Canal Livre da Rede Bandeirantes, o governador Flávio Dino (PCdoB) disse que se ainda fosse juiz federal e tivesse integrado a Força Tarefa da Lava Jato teria assinado 81% das sentenças condenatórias contra políticos e empresários. A entrevista pode ser vista na íntegra no site da Band.

Flávio Dino discordou, no entanto, da maneira como as empresas foram tratadas, pois, segundo ele, na ansiedade de se condenar seus dirigentes foram condenadas também firmas que poderiam ainda estar contribuindo para o desenvolvimento do país e com a geração de empregos, mas não citou quais.

Para Flávio Dino, ficou claro que houve associação de empresários e políticos para ações  criminosas, mas quando analisou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que ao seu ver foi injusta porque o juiz parecia estar associado a uma das partes, numa menção aos diálogos obtidos de maneira criminosa pelo site The Intercept Brasil, e publicados em sociedade com outros veículos, como revista Veja, Folha de São Paulo, El País e outros.

Na opinião do governador, se confirmada a relação de proximidade entre os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro (atual ministro da Justiça e Segurança Pública), a condenação de Lula deveria ser anulada e começar tudo de novo, ou seja, ele não levantou a hipótese de inocência do ex-presidente.

Bolsonaro – Mais uma vez Flávio Dino falou das diferenças de ideias entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, mas ratificou as falas de outras oportunidades em que afirma não vir sofrendo nenhuma retaliação do governo federal, frisando, inclusive, que todos os contratos assinados com a Caixa Econômica Federal ainda no governo de Michel Temer estão mantidos e os repasses sendo feitos normalmente.

Indagado quem seria a principal ponte de ligação entre o seu governo e o de Bolsonaro, Dino frisou que vem sendo bem recebido em todos os ministérios onde tem batido a porta e acrescentou não saber quem é articulador político do presidente, pois “tudo ainda está muito confuso”.

O governador admitiu que vem debatendo a formação de uma ampla frente de esquerda com vistas à sucessão presidencial de 2022. Ele acha que é possível formar uma chapa sem o PT na cabeça e está convicto de que as esquerdas, unidas, vencerão a eleição.

“Não sou do PT, mas respeito muito o PT, os petistas, sua grande história, e respeito muito sua grande liderança, Luis Inácio Lula da Silva, um dos principais líderes da história brasileira, o presidente melhor avaliado da história”, declarou.

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