Flávio Dino e mais 19 governadores assinam carta contra Jair Bolsonaro por críticas a Rui Costa

0
323
Rui Costa recebeu desagravo de governadores por insinuações levantadas por Jair Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), é um dos 20 que acataram sugestão de Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro, para elaboração de uma carta com críticas ao presidente Jair Bolsonaro por ter mencionado, sábado (15), que o miliciano Adriano da Nóbrega foi morto pela “polícia do PT da Bahia”. A carta, segundo os subscreventes é “em defesa do pacto federativo”.

Na nota, divulgada nesta segunda-feira (17), os governadores criticam o presidente por estar “se antecipando a investigações policiais para atribuir graves fatos à conduta das polícias e seus governadores”. Quem tomou a iniciativa de elaborar a carta foi Witzel, endossada em seguida por João Doria (PSDB-SP). Os dois se elegeram colocando seus nomes a Bolsonaro, mas em poucos meses de governo romperam com o presidente.

A carta, segundo a Folha de São Paulo, começou a ser redigida no fim de semana após Bolsonaro ter acusado a “PM da Bahia do PT” de uma “provável execução” de Adriano, dia 09 de fevereiro. Bolsonaro insinuou que pode ter havido queima de arquivo pela polícia da Bahia, o que foi rebatido pelo governador do estado, Rui Costa (PT).

Na carta, os governadores também criticam declarações de Bolsonaro sobre a reforma tributária, pois teria se referido a ela “sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos estados”. 

 

Os vinte chefes de executivos estaduais convidam Bolsonaro a participar de um encontro do fórum em 14 de abril.

Assinam a nota os governadores João Doria (PSDB), de São Paulo; Wilson Witzel (PSC), Rio de Janeiro; Renato Casagrande (PSB), Espírito Santo; Eduardo Leite (PSDB), Rio Grande do Sul; Belivaldo Chagas (PSD), Sergipe; Wellington Dias (PT), Piauí; Fátima Bezerra (PT), Rio Grande do Norte; Rui Costa (PT), Bahia; João Azevedo (PSB), Paraíba; Ibaneis Rocha (MDB), Distrito Federal; Romeu Zema (Novo), Minas Gerais; Helder Barbalho (MDB), Pará; Flávio Dino (PCdoB), Maranhão; Gladson Cameli (PP), Acre; Waldez Goes (PDT), Amapá; Camilo Santana (PT), Ceará; Paulo Câmara (PSB), Pernambuco; Renan Filho (MDB), Alagoas; Reinaldo Azambuja (PSDB), Mato Grosso do Sul; e Wilson Miranda (PSC), Amazonas.

Não assinaram a carta os governadores Carlos Moisés (PSL), de Santa Catarina; Marcos Rocha (PSL), de Rondônia; Antonio Denarium (PSL), de Roraiama; Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás; Mauro Mendes (DEM), do Mato Grosso; Mauro Carlesse (DEM), do Tocantins; e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná.

Indignação – Segundo Rui Costa, que preside o Consórcio dos Governadores do Nordeste,  as insinuações do presidente foram recebidas com indignação pelos governadores.  “Estados e municípios não podem ser agredidos de forma regular e constante pelo presidente da República”, disse, acrescentando que “é preciso dar um basta”, afirmou o petista.

 

Ele ainda afirmou que não será a polícia da Bahia, mas a do Rio, que vai investigar as possíveis relações do miliciano Adriano da Nóbrega com autoridades do país. “Se há receio de alguém em saber se naqueles telefones existem contatos com autoridades do país, quem vai responder isso é o Ministério Público do Rio de Janeiro. Não é a Bahia que vai apurar com quem aquele bandido, aquele marginal, mantinha conversas e negociações”, disse ele informando que os aparelhos de telefone já foram remetido para o MPRJ.

Compartilhe
Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui