Metalúrgicos da Ford anunciam greve contra fechamento de fábrica em São Bernardo

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A Ford anunciou nesta terça-feira (19) que encerrará as atividades na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A empresa também confirmou que deixará o mercado de caminhões na América do Sul. No Brasil, deixará de comercializar as linhas Cargo, F-4000, F-350 e Fiesta assim que terminarem os estoques.

“A manutenção do negócio teria exigido um volume expressivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e aos crescentes custos com itens regulatórios sem, no entanto, apresentar um caminho viável para um negócio lucrativo e sustentável”, disse a empresa em nota.

A Ford tem três fábricas no Brasil, em Camaçari (BA), São Bernardo do Campo (SP) e Taubaté (SP), e um campo de provas em Tatuí (SP). Em São Bernardo do Campo há 2.800 empregados, segundo o sindicato da categoria. “Sabemos que essa decisão terá um impacto significativo sobre os nossos funcionários de São Bernardo do Campo e, por isso, trabalharemos com todos os nossos parceiros nos próximos passos”, disse, em nota, Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul.

“Atuando em conjunto com concessionários e fornecedores, a Ford manterá o apoio integral aos consumidores no que se refere a garantias, peças e assistência técnica”, acrescentou Watters.

De acordo com a Ford, a planta de São Bernardo será desativada no decorrer de 2019.

Greve – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, disse que os trabalhadores receberam o anúncio do fechamento da fábrica com indignação e revolta. “Não aceitamos esse anúncio e vamos fazer a luta necessária para reverter essa decisão”, disse em vídeo divulgado pelo sindicato.

Em assembleia realizada no início da noite, os metalúrgicos da Ford decidiram entrar em greve contra o fechamento da fábrica em São Bernardo do Campo (SP). Uma nova assembleia ocorrerá na próxima terça-feira (26). “Nós lutamos, fizemos de tudo para que isso não ocorresse. Precisamos ir todos para a casa e retornar na semana que vem. Até lá é greve”, disse o coordenador-geral do Comitê Sindical na Ford, José Quixabeira de Anchieta.

 

(Agência Brasil)

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