Frota de motocicletas no Maranhão é o dobro da de automóveis, segundo levantamento da CNM

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AQUILES EMIR

O estudo A Frota de Veículos nos Municípios em 2018 divulgado nesta segunda-feira (02) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que o número de motocicletas no Maranhão corresponde a mais do dobro da frota de automóveis. Segundo o estudo, com base em números do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) são 997.621 veículos de duas rodas no estado contra 422.055 carros de passeio.

Para que se tenha ideia da influência dos veículos de duas rodas como meio de transporte no Maranhão, dos 217 municípios, apenas dois (que não foram mencionados) têm mais automóveis que motocicletas. A Bahia é o estado onde há mais municípios com frota de motos maior que de automóvel, com com um total de 303, seguido de Minas Gerais (269), Piauí (220) e Maranhão (215).

Quanto aos veículos pesados, o estudo revela que a frota de ônibus no estudo é de 8.929 e a de caminhões, 178.212. Ainda de acordo com os dados da CNM, Marajá do Sena está entre os municípios de menor frota de automóveis do país, apenas 11.

O número de motocicletas no Brasil é maior que o de outros veículos em 45% das cidades, segundo levantamento da CNM, ou seja em 2.487 do total de 5.568. Em todo o país, foram contabilizadas 26,4 milhões de motos, uma frota 3,44% maior do que a registrada em abril do ano passado. A proporção é de uma moto para 7,86 habitantes.

A região que lidera essa proporção é o Nordeste, onde a frota de motos chega a 7,49 milhões contra 6,67 milhões de carros. No Norte, são 2,49 milhões de motos contra 1,67 milhão de automóveis.

No Acre, todas as cidades têm mais motos do que carros. No Maranhão e no Pará, 99% das cidades seguem essa configuração.  Em Pedreiro (CE), quase 54% da população têm moto, seguido de Tocantinópolis (TO) e Água Branca, com 53,07% e 49,34%, respectivamente.

Segundo a CNM, o aumento expressivo de motos no país se deve à facilidade do crédito, ao baixo preço das prestações deste tipo de veículo, aos incentivos e isenções do governo federal ao mercado, além da deficiência do transporte público. No caso do Nordeste, o estudo aponta que há claros sinais de substituição dos animais de tração, como cavalo, jumento e burro, pela moto.

Outro fator apontado pelo CNM são os congestionamentos e complicações do trânsito que incentivaram a população a investirem em motos para se locomoverem em menor tempo e com o custo reduzido em relação ao consumo de combustível dos carros.

Automóveis – Apesar do aumento da frota de ciclomotores, motocicletas e motonetas, o levantamento aponta que os carros ainda lideram os meios de locomoção. Em abril deste ano, o Brasil tinha 53,4 milhões de carros, o que representa um carro para cada 3,89 habitantes, número 3,3% maior do que o registrado em abril do ano passado.

A frota de carros, no entanto, está concentrada nas regiões Sudeste e Sul. Só o estado de São Paulo tem 17,8 milhões de automóveis, volume que representa 33,47% da frota do país. Dos dez municípios com mais carros, nove são capitais.

Já as cidades que tem menos carros no país situam-se na Região Norte, onde em muitos casos a locomoção é feito pelo meio fluvial. As cidades de Itamarati e Tonantins, no Amazonas, têm dois carros para uma população de 8,1mil e 18,7mil habitantes, respectivamente. O município de Afuá, no Pará, possui três carros para uma população de pouco mais de 38 mil habitantes.

O levantamento também traz informações sobre o transporte coletivo. Segundo o estudo, o Brasil tem 616 mil ônibus, a maioria circulando em cidade de mais de 60 mil habitantes. As maiores taxas de ônibus a cada mil habitantes novamente se concentra nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, onde há maior demanda por transporte de massa.

Com relação ao transporte de cargas, o Brasil tem quase 14 milhões de caminhões, caminhonetes ou caminhonetas. Apesar da frota dos veículos de carga ser mais alta nos estados do Sudeste, onde o Produto Interno Bruto(PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é maior, quando comparado ao número de outros veículos, as regiões Norte e Nordeste apresentam maior número de caminhões do que de carros.

A CNM explica que a maior presença de caminhões no Norte do país se deve à transferência de parte do escoamento para os portos do Norte, além de melhorias na estrutura rodoviária, principalmente em áreas de produção de grãos.

O estudo é baseado em dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de abril de 2018, com o objetivo de analisar crescimento da frota de automóveis, motos, ônibus e caminhões.

(Com dados de Débora Brito da Agência Brasil)

 

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