Glenn Greenwald não será deportado, mas talvez “pegue uma cana no Brasil”, diz Jair Bolsonaro

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VITOR ABDALA

O presidente Jair Bolsonaro defendeu neste sábado (27) a proposta do Ministério da Justiça que prevê deportação sumária para suspeitos de alguns crimes. Ele negou, entretanto, que a portaria ministerial tenha o objetivo de atingir o jornalista americano Glenn Greenwald, cujo site tem divulgado supostas conversas do ministro Sérgio Moro, da Justiça, com procuradores da Operação Lava Jato.

“Tanto é que não se encaixa na portaria o crime que ele está cometendo. Até porque ele é casado com outro homem (deputado federal David Miranda, que é brasileiro) e tem meninos adotados no Brasil. Ele não vai embora, o Glenn pode ficar tranquilo. Talvez ele pegue uma cana aqui no Brasil. Não vai pegar lá fora, não”, disse durante cerimônia de formatura de paraquedistas no Rio de Janeiro.

Bolsonaro afirmou que suspeitos de crime têm que ser mandados para fora do Brasil. “Eu não sou xenófobo, mas na minha casa, entra quem eu quero. E a minha casa, no momento, é o Brasil” acrescentou.

Resposta – O jornalista do Intercept Brasil Glenn Grennwald respondeu neste sábado (27.jul.2019), ao jornal Folha de S.Paulo, o comentário do presidente Jair Bolsonaro de que ele talvez fosse preso no Brasil, já que não se encaixa em portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública que facilita a extradição de criminosos. Glenn afirmou não haver uma ditadura no Brasil.

“Ao contrário do que Bolsonaro deseja, não temos uma ditadura, temos uma democracia e para prender alguém é preciso mostrar evidência de que a pessoa que você quer prender cometeu algum crime”, disse ao jornal.

O site do qual o norte-americano faz parte tem publicado uma série de reportagens com conversas entre membros da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz e atual ministro Sergio Moro, no caso que ficou conhecido como Vaza Jato.

(Agência Brasil)

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