Governador da Bahia diz que a oposição deve deixar Bolsonaro governar e não apenas criticar

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AQUILES EMIR

Presidente do Forum dos Governadores do Nordeste e pré-candidato a presidente da República em 2022, Rui Costa (PT) diz que o seu partido está desconectado da sociedade brasileira e aponta como um grande erro o lançamento da candidatura de Fernando Haddad em 2018. Para ele, o partido deveria ter apoiado Ciro Gomes e já articula para a sucessão de Jair Bolsonaro uma ampla frente, com bandeiras polêmicas, como a legalização da maconha, e sem “Lula Livre”.

Reeleito para o segundo mandato de governador da Bahia, com 75% dos votos, Rui Costa atraiu a ira de petistas pelas ideias lançadas na entrevista concedida à revista Veja que chegou às bancas neste fim de semana.

Veja na sequência algumas opiniões de petistas:

Equívoco – Sobre o erro da candidatura de Haddad, Rui Costa diz que essa opinião não nasceu após o encerramento da partida.” Eu e o ex-governador Jaques Wagner defendemos naquele momento a ideia de que o PT deveria ter um candidato de fora do partido caso houvesse o impedimento do ex-presidente Lula”.

Fernando Haddad em campanha com Flávio Dino outro pretenso candidato a sucessor de Jair Bolsonaro

Rui Costa sugere ainda que a oposição “recolha o trem de pouso e deixe o presidente governar, até para não ganhar a antipatia da população”, pois “não dá para um partido do tamanho do PT, ou simbolicamente forte, como PDT e PSB, ficar só na negativa. Seria muito positivo se essas legendas pudessem se unir para apontar saídas para o Brasil”.

Indagado se vê pontos positivos no governo Bolsonaro, disse ter esperança de poder citar algo até dezembro. “Vejo com bons olhos a intenção de corrigir o erro que foi acabar com o programa Mais Médicos”.

Num dos pontos polêmicos, o governador da Bahia disse que não acredita que a Lava Jato foi usada para prejudicar o PT. “Não sou da opinião de que tudo o que foi apurado é falso ou fruto de manipulação para perseguir e condenar o PT e outros partidos de esquerda. Muitas daquelas coisas têm provas materiais”, mas não vê com simpatia a migração de Sergio Moro, do Judiciário para a política.

Indagado se Fernando Haddad simboliza o futuro do PT, Rui Costa disse que a “força do PT não está em nomes, nem no de Haddad nem no de outros”.

Sobre sua pré-candidatura a presidente, disse que comunicou esta pré-disposição ao ex-presidente Lula e que pretende construir com outras lideranças essa alternativa. “Na medida em que me coloco à disposição, concordo em ser qualquer coisa, inclusive não me candidatar a nada. Quero contribuir porque o povo brasileiro não merece passar por isso que está vivendo”.

(Com informações da Veja)

 

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