Governo estuda fazer transposição de água do Tocantins para São Francisco

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O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, informou que o governo está analisando a viabilidade de um projeto de transposição de águas do Rio Tocantins para o São Francisco. A questão foi levantada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) em audiência nesta quarta-feira (23) da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

O ministro esclareceu que o assunto está sendo tratado de forma discreta pelo governo porque a divulgação de uma iniciativa como esta sem um completo estudo técnico, econômico e ambiental seria “temerário”.

– Temos buscado serenidade neste debate, pois, no Brasil, a pluralidade de opiniões para as soluções hídricas é algo absolutamente sensacional, principalmente no Nordeste, por conta da pressão que essa pauta traz – afirmou.

Segundo ele, há uma série de questões a serem analisadas, que vai do impacto da obra até o custo operacional, depois que o sistema estiver em funcionamento. Helder explicou que há desnível acentuado entre a captação e a entrega da água, o que implica alto custo de energia para o bombeamento.

– Estamos falando de uma estimativa de custo de operação de R$ 500 milhões por ano, dos quais R$ 300 milhões só para energia. Pegar uma água do Rio Tocantins e elevá-la a mais de 300 metros para o São Francisco gera uma conta de energia que será um agravante. Também é preciso ver a questão ambiental. A ictiofauna é diferente, há variações das espécies existentes. Estamos enfrentando esse assunto e assim que tivermos a conclusão vou informar a todos – resumiu.

O ministro da Integração participou de reunião na comissão para tratar das obras Eixo Norte e do Ramal do Apodi (PB), que fazem parte do projeto de transposição do Rio São Francisco. Questões relativas à revitalização também foram abordadas.

(Agência Senado)

1 COMENTÁRIO

  1. O problema ai, desta transposição, vai desde os impactos ambientais principalmente tratando-se de faunas distintas de peixes, até a “transparência” dos custos de um projeto deste, com tal envergadura, tendo em vista o histórico da doença de nome CORRUPÇÃO PÚBLICA”, uma doença que aflora as ‘autoridades brasileiras’.

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