Sem receber salários, médicos que trabalham para o Estado fazem assembleia nesta quarta

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Doctor holding stethoscope (with shallow depth of field)

AQUILES EMIR

O Sindicato dos Médicos do Estado do Maranhão (Sindmed) e o Conselho Regional de Medicina (CRM) realizam nesta quarta-feira (31), a partir das 19h, uma assembleia geral com seus filiados que prestam serviços para o Governo do Estado a fim de deliberarem sobre que posição tomar diante do atraso de seus vencimentos. A reunião será na sede do CRM, no bairro do Renascença, nas proximidades do campus da Universidade Ceuma,e pode ser decretada uma paralisação, pelo menos de advertência ou para chamar atenção das autoridades para a gravidade do problema.

Entrevistado nesta terça-feira (30) pelo Jornal da Mira, levado ao ar pela Mirante FM ao meio-dia, o presidente do Conselho de Medicina, Abdon Murad, disse que há médicos sem receber salários há dois ou três meses, dependendo do hospital para qual prestam serviços.

Indagado se pode ser decretada uma paralisação após esse encontro, Murad ponderou que não se pode ir parta uma assembleia com o espírito armado pronto para a greve, ou seja, é preciso ouvir o que os médicos têm a dizer e qual encaminhamento sugerem para solucionar o problema.

Ele lembra que uma paralisação de profissionais da Saúde traz sérias consequências para a sociedade, principalmente os mais necessidades que recorrem a rede pública, porém os médicos não podem continuar trabalhando sem receber seus salários, até por uma questão de humanidade, por isto que é importante a participação de todos a fim de ser analisada toda a situação.

Abdon Murad: “não se pode ir armado para a greve”, mas ela pode se tornar inevitável

Os médicos que estão sem receber salários são contratados pelas empresas terceirizadas pela Secretaria Estadual da Saúde, que não vem repassando de forma regular o dinheiro a que elas têm direito deixando-as impossibilitadas de remunerar seus prestadores de saúde. Pelas contas do presidente do CRM há hospitais que estão desde julho sem receber seus repasses, o que torna a situação grave.

Vale ressaltar que a situação pode se agravar com a proximidade do final do ano, já que os pagamentos não honrados até dezembro podem ser liberados somente a partir de fevereiro, daí porque é urgente uma solução, antes que o acumulo de atraso aumente mais ainda.

De acordo com o presidente do CRM, esta situação se verifica apenas no Sistema de Saúde do Estado. Até bem pouco tempo havia problemas também com prefeituras, mas estas regularizaram sua situação e ele espera que o Governo também cumpra sua parte.

Caso seja de decretada uma greve, ela não deve suspender todos os serviços, mas consultas e outros procedimentos não emergenciais podem deixar de ser oferecidos à população. Abdon Murad lamenta ter chegado a esta situação, mas diz que não foi por falta de alerta, pois constantemente a Secretaria de Saúde vem sendo notificada por ofício, mensagem de WhatsApp  e até mesmo em conversas pessoais, sem que isto tenha surtido efeito, chegando a esse ponto crítico que pode trazer muitos problemas para a sociedade.

 

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