Violência em São Luís está acima do aceitável pela Organização Mundial de Saúde

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O Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOp-Crim) do Ministério Público do Maranhão divulgou sexta-feira (12), o relatório “Estatísticas das ocorrências de CVLI, na Grande Ilha de São Luís, no ano de 2017”, ou seja, crimes violentos letais intencionais,  que englobam homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e quaisquer outros crimes que resultem em morte.

Apesar de uma redução de 26,58% na comparação com 2016, a estatística ainda está acima do máximo considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O índice foi de 44,32 crimes por grupo de 100 mil habitantes, enquanto a OMS estabelece um teto de 10 para cada 100 mil. Para o promotor de Justiça José Cláudio Cabral Marques, os números do relatório indicam que, desde 2015, há uma tendência de queda que vem se mantendo constante.

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“Os números de 2017 representam um avanço expressivo na redução da criminalidade mas, em relação aos índices apontados pela OMS, ainda é um índice acima dos níveis de suportabilidade”, observou Cláudio Cabral

De acordo com os números, houve uma queda dessas ocorrências de 858 para 630, um número próximo aos registros de 2011, quando aconteceram 655 CVLIs na região metropolitana de São Luís. O ano com maior índice de violência foi 2014, com 1.227 ocorrências

O mês com maior registro dos crimes aferidos pelo Ministério Público, ano passado, foi janeiro, com 78 ocorrências, enquanto julho, setembro e dezembro, com 37 CVLIs, foram os que registraram os menores índices de violência.

De acordo com o promotor, ações como o aumento do efetivo da Polícia Militar, mais viaturas e armamentos, além da criação da Superintendência de Proteção à Vida, que deu maior estrutura às investigações, são fatores que contribuíram para a queda dos crimes violentos resultantes em morte.

O trabalho de ordenamento urbano, feito em conjunto pelo Ministério Público, Prefeitura de São Luís e diversos órgãos fiscalizadores, também foi apontado pelo coordenador do CAOp-Crim como um fator importante, bem como as blitzen realizadas pela Polícia Militar.

Cláudio Cabral alertou, no entanto, para a necessidade de contratação de mais delegados e investigadores de polícia. “Temos um deficit enorme de delegados e pelo menos 36 deles estão em processo de aposentadoria. O próximo concurso tem previsão de apenas 20 vagas”, explicou.

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