Instituto Chico Mendes deve autorizar este ano exploração turística nos Lençóis Maranhenses

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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deve lançar ainda este ano edital para autorização de exploração de serviços de turismo no Parque dos Lençóis Maranhenses. O órgão planeja fazer esse tipo de concessão em sete parques nacionais, sendo que dois – Pau Brasil (Bahia) e da Chapada dos Veadeiros (Goias) – já foram autorizados contratos de exploração, enquanto o de Itatiaia (Rio de Janeiro e Minas Gerais) segue sob licitação.

O próximo edital a ser publicado, segundo o Ministério do Turismo, é dos Lençóis, que faz parte da Rota das Emoções, que integra os litorais do Maranhão, Piauí (Delta das Américas) e do Ceará (Jericoacoara). A exploração será tanto no município de Barreirinhas quanto Santo Amaro e Paulino Neves.

Quatro parques já operam sob o regime no país: Foz do Iguaçu (Paraná), Tijuca e Serra dos Órgãos (Rio de Janeiro) e Fernando de Noronha (Pernambuco).

De acordo com o coordenador substituto de Concessões e Negócios do ICMBio, Thiago Beraldo, com a concessão a iniciativa privada fará instalação de serviços de apoio à visitação – instalação de banheiros, passarelas, lanchonetes etc –  que vão dinamizar benefícios para o turismo regional.

“A concessão de serviços ordena a visitação e até mais coerente com a conservação, fazendo de forma sustentável. A gente está mostrando que é possível ter turismo e conservação juntos, gerando emprego e renda nas comunidades do entorno das unidades de conservação”, explica.

Segundo estudo do ICMBio, para cada R$ 1 investido em unidades de conservação, R$ 7 retornam para a economia nacional. O instituto mensurou o impacto gerado pelo turismo nestes espaços durante o ano de 2017. Ainda de acordo com o estudo, a procura de visitantes por UCs gerou um total de R$ 905 milhões em impostos (nos níveis municipal, estadual e federal) e aproximadamente R$ 2,2 bilhões em renda às comunidades de acesso às UCs.

Caburé é um dos passeios mais demandados nos Lençóis Maranhenses

O ex-ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, avalia que os dados reforçam o poder destas áreas de contribuir para a ampliação do mercado de viagens e o desenvolvimento do país como um todo. “O aproveitamento destas unidades é importante para as pessoas que nas proximidades destes espaços e também para a imagem do Brasil como um país que aproveita o seu potencial natural, gerando riquezas e empregos, além de se empenhar pela preservação desses espaços naturais”, enfatiza.

As UCS brasileiras, que incluem parques nacionais, registraram alta de 20% no número de visitantes em 2017 na comparação com 2016, totalizando 10,7 milhões. O número de unidades que monitoram a frequência de público também subiu no período, de 62 para 102. O estudo do Instituto aponta ainda que a procura por locais de preservação gerou R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao PIB e R$ 8,6 bilhões em vendas, que envolvem ramos como alimentação e hospedagem.

(Com dados do MTur)

 

 

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