Iphan reinaugura neste sábado, aniversário da cidade, o Engenho Central de Pindaré-Mirim

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) inaugura neste sábado (28), data em que a cidade comemora 95 anos de sua emancipação política, a obra de restauração do Engenho Central de São Pedro, em Pindaré-Mirim, que no dia 04 deste mês o governador Flávio Dino (PCdoB), em visita ao município, deu por inaugurado. O antigo engenho, tombado em 1998, será repassado ao Governo do Estado, que, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, instalará um Centro Vocacional Tecnológico (CVT).

O imóvel, que passou por uma série de adaptações para abrigar o Centro, terá cursos e oficinas na área de cultura: confecção de instrumentos, vestimentas, elementos do Bumba-meu-boi etc. Para isso, foi construído um auditório com 154 lugares, biblioteca, salas de aula e laboratórios. Também foi planejada uma área central livre destinada a eventos e outros espaços necessários às atividades complementares.

A obra foi executada em duas etapas. A primeira, de responsabilidade do Iphan, compreendeu as seguintes etapas:

  • Contratação do projeto de restauração arquitetônica e projetos complementares de engenharia no valor de R$ 150 mil
  • Investimento de aproximadamente R$ 4,4 milhões na execução dos serviços de restauração dos elementos estruturais da edificação (alvenarias em tijolo maciço, estruturas metálicas, cobertura, chaminé, esquadrias)
  • Urbanização do terreno da edificação, construção dos espaços destinados a adaptação do imóvel ao novo uso
  • Instalação das redes de água, esgoto, drenagem de águas pluviais, elétrica, telefônica, lógica, sonorização, prevenção a intrusão, prevenção e combate a incêndio e descargas atmosféricas, climatização, ventilação e execução mecânica.

A segunda etapa, com recursos do Governo do Estado, compreendeu a pintura das novas alvenarias e demais serviços de acabamento necessários ao bom funcionamento da edificação, bem como prevê a compra e instalação de todos os equipamentos e mobiliários (equipamentos de climatização, aquisição de mobiliário, entre outros).

Coube ainda ao Governo do Estado uma série de melhorias urbanísticas no seu entorno.

O Engenho – Um dos mais expressivos exemplares dos engenhos centrais brasileiros, o de Pindaré-Mirim foi inaugurado na década de 1880 e é um exemplar arquitetônico açucareiro do século XIX, testemunho de um ciclo histórico na evolução da sociedade e economia brasileira, em especial no processo econômico agroindustrial do Estado.

Foi edificado no auge da produção açucareira maranhense, se tornando um propulsor do desenvolvimento tecnológico, pois, como implemento às suas atividades foi instalada a primeira ferrovia maranhense com extensão de 13 km, ligando o engenho central ao porto terminal dos canaviais, então conhecido por Santa Filomena. Em 1883, por iniciativa da empresa, os habitantes da região conheceram o sistema de iluminação elétrica, dando a Pindaré-Mirim a classificação de pioneira no Brasil.

O prédio, inaugurado em 16 de agosto de 1884, possui forma retangular medindo 1,8 mil m² de área construída em três pavimentos, com paredes externas em alvenaria aparente de tijolos maciços, tendo agregado em sua parte externa posterior uma chaminé com a altura de cem pés ingleses, cerca de 30 metros. A estrutura do telhado foi confeccionada com ferro, sustentada por 44 colunas do mesmo material, coberta com telhas onduladas de zinco.

Toda a estrutura metálica, o maquinário e a aparelhagem foram fornecidos pela firma inglesa Fawcett, Preston & Cia, de Liverpool, que providenciou, com sua equipe de engenheiros, mecânicos, operários e pedreiro, a construção do Engenho e da via férrea para transporte da cana.

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