Itaqui cai para o 19º lugar no ranking dos portos brasileiros

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AQUILES EMIR

Os números sobre a movimentação de cargas nos dois primeiros meses do ano nos portos brasileiros, segundo Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), não são nada animadores para o Itaqui, que aparece na 7ª posição no ranking dos portos organizados, depois de perder uma posição para Vila do Conde, no Pará. Quando a classificação inclui os Terminais de Usos Privados (TUPs), a posição é ainda mais desconfortável, pois aparece em 19º lugar.

Quando são analisados apenas os portos maranhenses, o Itaqui fica em terceiro lugar, atrás de Ponta da Madeira e Consórcio Alumar. A soma dos três, no entanto, dá ao Maranhão uma participação de 17,8% na movimentação geral de cargas transportadas no Brasil no primeiro bimestre. Das 157,702 milhões de toneladas que passaram pelos portos brasileiros (públicos e privados), 28,212 milhões entraram ou saíram por São Luís, sendo que desse volume, a Ponta da Madeira correspondeu com 24,008 milhões de toneladas, Alumar com 2,355 milhões e o Itaqui com 1,848 milhão.

Sobre o levantamento da Antaq, a direção da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Antaq) informa que trata-se de uma análise que varia e se completa na medida em que o ano avança. “Leituras de períodos isolados, em especial dos dois primeiros meses do ano, são sempre parciais e tendem a sofrer alterações em função da sazonalidade da safra de grãos e demais produtos”.

Ainda de acordo com a Emap, os principais produtos movimentados pelo Itaqui são de graneis sólidos, em especial soja e milho, cujo pico de embarques ocorre entre os meses de maio e julho, ou seja, aposta que no segundo semestre a pontuação do porto maranhense deverá melhorar.

Desempenho – A Emap informou ainda que o destaque de movimentação no Porto do Itaqui nesses dois primeiros meses do ano é a celulose, “em que estamos em 1º lugar dentre todos os portos organizados dos país”, e fertilizantes, “onde ocupamos o 4º lugar, atrás apenas de Paranaguá (PR), Santos (SP) e São Francisco do Sul (SC).

Pelo estudo da Antaq, os produtos mais movimentados no Itaqui são combustíveis minerais, com 792.318 toneladas, vindo em seguinte fertilizantes (239.730), papel e celulose (166.286), cereais (134.662), cobre (110.901) e ferro (80.672).

Sobre o fato de o Porto da Alumar ter um melhor desempenho que o Itaqui, a direção da estatal diz que “a comparação do Itaqui com o TUP da Alumar se torna imprecisa, uma vez que se trata de um porto privado, com características totalmente diferentes, livres inclusive do aspecto da sazonalidade. Enquanto o porto público movimenta diversos tipos de carga, exigindo diferentes equipamentos, técnicas de operação, instalações e retroareas etc. o TUP opera apenas carga própria, sem necessidade de variações técnicas no manejo e com normas de operação e contratação de mão de obra próprias”.

No que diz respeito à perda de uma posição para o porto paraense, a direção da Emap diz que “vale considerar que Vila do Conde tem vários dos seus terminais arrendados para a Alunorte e Albras, que compõem o complexo de alumina e alumínio, uma das principais cargas daquele porto. Esses produtos não são impactados pela sazonalidade, já que destinados a fábricas que mantém volume de produção constante”.

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Ponta da Madeira – Vale destacar que o porto de maior movimentação é o da Ponta da Madeira, administrado pela Vale, que movimentou 24.008.156 toneladas, mais de 6 milhões do segundo colocado, Tubarão, no Espírito Santo, que movimento 17.595.289 toneladas.

Quanto aos portos organizados, Santos manteve a liderança 13.963.791 milhões de toneladas.

O porto da Vale fechou o ano passado com uma movimentação de 148.671.004 toneladas (o melhor desempenho do Brasil), o Itaqui  ficou em sexto lugar entre os organizados, com 17.082.085 toneladas, e o da Alumar, em nono entre os TUPs, com 14.161.324.

 

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