Jovens indígenas do Vale do Pindaré realizam exposição sobre seus rituais em São Luís

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A Casa do Maranhão, equipamento cultural vinculado à Secretaria Estadual da Cultura, sediada em São Luís, preparou uma programação especial com o tema “Os Povos Indígenas e o Espaço Museal: Um resignificar de práticas sociomuseológicas frente aos saberes e fazeres tradicionais”. Uma série de atividades, algumas com apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), faz parte da programação, como exposições, exibição de documentário, rodas de conversa e outros espaços educativos.
“O objetivo da programação é desmistificar a figura do indígena como algo romântico, exótico, com importância apenas folclórica para a cultura. Trata-se de um momento de narrar a história que os livros não contam”, explica o diretor da Casa do Maranhão, Iguatemy Carvalho.
Dentro da programação, está a exibição do curta-metragem e a exposição fotográfica “Wyra’u Haw – A grande festa” da localidade de Piçarra Preta, Terra Indígena Rio Pindaré, no município de Bom Jardim – que retrata o ritual do povo indígena Guajajara quando a menina entra no ciclo menstrual pela primeira vez e o menino na puberdade. A iniciativa contou com apoio do Instituo Sociedade, População e Natureza (ISPN) e da Vale, no âmbito do Plano Básico Ambiental – Componente Indígena (PBACI), através do Subprograma Fortalecimento Cultural.
A exposição é resultado do trabalho do coletivo de comunicação Pinga Pinga. O grupo reúne 10 jovens de comunidades tradicionais e indígenas da região do Vale do Pindaré. Alguns deles participaram de formações em audiovisual pela ONG Vídeo nas Aldeias, como parte do PBACI, implementado pelo ISPN.
A exposição reúne 23 imagens que registram cenas da Festa do Moqueado, também chamada de “Ritual da Menina Moça” –  tradição secular que vem sendo preservada pelo povo Guajajara no Maranhão, um dos maiores do Brasil. A iniciativa simboliza a transição entre a infância e a chegada à vida adulta. Após ser submetida ao ritual, a garota está apta a executar todos as atividades de mulher adulta da aldeia.
O jovem indígena Genilson Guajajara, da Aldeia Piçarra Preta (Terra Indígena Rio Pindaré), é um dos integrantes do coletivo Pinga Pinga e está bastante orgulhoso em ver seu trabalho exposto em um grande espaço cultural na Capital do Maranhão. “A exposição, tanto do curta-metragem como das fotografias, é importante para nós, pois conta a história do meu povo. Mostra minha cultura. E, é uma forma também de resistência”, explica.
A programação voltada na Casa do Maranhão vai até dia 30 deste mês, com entrada gratuita. O espaço funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 18h, e aos domingos das 9h às 13:30h. Confira algumas fotos, em anexo, da exposição de autoria do jovem Genilson Gajajara.

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