Lucro ajustado do Banco do Brasil em 2019 é de R$ 17,8 bilhões

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O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (13) o lucro líquido ajustado do quarto trimestre de 2019, de R$ 4,6 bilhões, resultado 20,3% superior ao mesmo período de 2018. O crescimento do RSPL Mercado de 15,4% para 17,7% na comparação com o 4T18 e de 13,9% para 17,3%, na visão acumulada em doze meses, reforçam o compromisso de aumento da rentabilidade.

Em 12 meses, o resultado foi de R$ 17,8 bilhões, valor 32,1% maior comparado com 2018. Na visão societária, sem os ajustes de eventos extraordinários, o resultado acumulado alcançou R$ 18,2 bilhões, alta de 41,2% e RSPL de 17,6%.

Crédito – A carteira de crédito classificada PF cresceu 8,9% em relação a dezembro/18 (+R$ 17,4 bilhões), fruto do desempenho positivo em crédito consignado (+R$ 10,2 bilhões) e em empréstimo pessoal (+R$ 3,3 bilhões).

O crescimento dos negócios de varejo, que englobam os segmentos de PF e MPME, atingiram 41,1% de participação no total da carteira, ante 36,7% em dezembro/18.

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 680,7, redução de 2,6% em 12 meses.

A carteira MPME alcançou R$ 64,5 bilhões, crescimento de 8,5% em 12 meses. Já a carteira de crédito classificada PJ atingiu R$ 197,5 bilhões, 10,9% menor se comparado a dezembro de 2018.

A redução pode ser explicada principalmente pela dinâmica da carteira atacado, onde tem se observado uma migração para mercado de capitais. O BB tem atendido a este segmento por meio de seu banco de investimento, na distribuição de operações no mercado de capitais.

O crédito rural apresentou queda de 1,0% em relação a dezembro/18 (-R$ 1,7 bilhão), redução de R$ 5,6 bilhões na Comercialização Agropecuária, compensada pelo aumento na carteira de FCO Rural (+R$ 2,0 bilhões) e Investimento Agropecuário (+R$ 2,3 bilhões). A participação de mercado alcançou 64,4%, mesmo nível de dezembro de 2018.

Qualidade do Crédito – 
O índice de inadimplência INAD+90d (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) alcançou 3,27% em dezembro/19, queda de 20 bps em relação ao trimestre anterior. Ao desconsiderar o efeito de caso específico o índice seria de 2,54%.

A despesa com PCLD – Risco de Crédito reduziu 4,6% em relação ao 3T19, alcançando R$ 4,8 bilhões no 4T19. Na visão acumulada, queda de 2,4%.

A despesa de PCLD Líquida, que considera a Recuperação de Crédito, reduziu 9,6% na comparação com o 3T19, impactada positivamente pelo aumento de 4,9% na Recuperação de Crédito (+R$ 83,7 milhões).

Índice de Eficiência – 
As despesas administrativas aumentaram 8,7% em relação ao 4T18 e 11,7 em relação ao 3T19 impactadas principalmente pela contribuição extraordinária à Cassi de R$ 514 milhões nas despesas de pessoal. Na visão acumulada, crescimento de 2,8%, abaixo da inflação.

O índice de eficiência em 12 meses atingiu 36,1% em Dez/19, melhora de 139 bps em relação ao Dez/18.

Prestação de Serviços – 
As receitas com prestação de serviços cresceram 6,4% no comparativo 12 meses e 0,6% em relação ao trimestre anterior, resultado da estratégia centrada no relacionamento e na melhoria constante da experiência do cliente. Na comparação em 12 meses, destaque para seguros, previdência e capitalização com crescimento de 18,0% (+R$ 581,2 milhões) e conta corrente com aumento de 6,3% (+R$ 460,2 milhões).

Índice de Basileia – Em 2019, o índice de Basileia foi de 18,6% e o índice de capital nível I de 13,5%, sendo 10,02% de capital principal.

Estratégia Digital – O número de clientes nativos digitais, que começaram o relacionamento com o Banco, através de canais digitais, apresentou crescimento de 56,0% em doze meses. Destes clientes, 83,1% tem até 40 anos.

Este crescimento reforça o compromisso do Banco com a ampliação do volume de negócios, com novos clientes (principalmente o público jovem).

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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