Maciel fecha mais duas lojas e restante será desativado em fevereiro

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AQUILES EMIR

Moradores dos condomínios Atlântico, Ipem, Torre do Sol e outros localizados entre os bairros do Maranhão e Bequimão foram surpreendidos no início deste mês com o fechamento de mais uma loja dos Supermercados Maciel, que funcionava na área, num imóvel que pertenceu a extinta rede Sampaio, e nesta segunda-feira (28) foi fechada a do Cohatrac. Com estas, passam a ser cinco as desativadas em menos de um ano e entre os funcionários a informação que circula é que o restante deixará de funcionar em menos de duas semanas.

Em situação cada vez mais delicada, com prateleiras vazias e nem mesmo com produtos na sua feirinha e nos frigoríficos, as lojas da rede a cada dia que passa vão perdendo mais clientes, até por falta do que comprar. Recentemente, um grupo na internet fez uma mobilização para salvar a empresa, mas a adesão foi baixa justamente porque quem tencionava aderir não encontrava o que necessitava nos supermercados.

Com o fechamento da loja do Maranhão Novo, a rede ainda conta com filiais em pontos estratégicos, como Calhau, Cohajap, Cohama e Anil, mas nem assim consegue atrair clientes devido à redução do mix. Nesta segunda-feira (28) foi desativada também a filial do Cohatrac, conforme notícia do blog Conversa Franca.

A exemplo do que fez nas demais desativações, apenas uma faixa comunicava a decisão de fechar a loja do Maranhão Novo, com agradecimento aos clientes e colaboradores.

Lojas do Maciel: desabastecimento leva clientes a desistirem de frequentá-las

A crise na empresa começou a se acentuar no ano passado, e uma série de fatores teria contribuído para o seu desmantelo, embora alguns queiram politizar a questão afirmando ter sido vítima de uma política de incentivo fiscal que beneficiou apenas o concorrente Mateus, cujo presidente, Ilson Mateus, nega, assim como o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, e até mesmo o governador Flávio Dino (PCdoB), que chegou a classificar essa informação de “grande mentira”.

Apesar de apontado como causador da crise, Ilson Mateus pode ser a salvação do que resta da Rede Maciel, pois seria, no momento, o único empresário do ramo em condições de assumir pelo menos parte das lojas.

Segundo informação de um diretor da Associação Maranhense de Supermercados (Amasp), que pediu anonimato, Mateus teria manifestado interesse em pelo menos uma loja, a do Anil, mas Raimundo Maciel queria empurrar outras na transação, gerando um impasse.

A reportagem de Maranhão Hoje visitou neste fim de semana algumas lojas e pôde perceber o clima de apreensão entre os empregados, a maioria sem ter recebido sequer o salário de novembro e o 13°. Consultados sobre que posição a empresa tem dado a eles depois da gravação de um vídeo que teve ampla repercussão nas redes sociais, no qual o empresário faz um apelo para uma união de forças para salvar a empresa, a informação foi de que provavelmente a partir desta semana comece o processo de novas desativações, devendo estar 100% fechada em fevereiro.

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