Maranhão acumula mais de 2,3 mil empregos desativados em dois meses

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AQUILES EMIR

O Maranhão já acumula um saldo superior a 2,3 mil de postos de trabalho desativados nos dois primeiros meses do ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados neste segunda-feira (25) pelo Ministério da Economia. Somente no mês de fevereiro foram 982 trabalhadores que ficaram sem seus empregos, resultado de 11 mil 099 contratações e 12 mil 081 demissões.

Dos oito setores pesquisados, apenas dois – agropecuária e indústria da transformação – tiveram saldos positivos em fevereiro, sendo que as empresas industriais foram as que apresentaram melhor desempenho, com 217 postos de trabalho preservados. O pior desempenho foi da Construção Civil, com 690 empregos desativados.

Veja como foi o desempenho de geração de empregos no Maranhão em fevereiro:

SETORES ADMISSÕES DESLIGAMENTOS SALDO VARIAÇÃO %
EXTRATIVA MINERAL 18 22 -4 -0,26
INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO 996 779 217 0,60
SERVIÇO INDUSTRIAL DE UTILIDADE PÚBLICA 47 60 -13 -0,17
CONSTRUÇÃO CIVIL 1.339 2.029 -690 -1,80
COMÉRCIO 3.535 3.780 -245 -0,17
SERVIÇOS 4.051 4.293 -242 -0,12
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 24 104 -80 -0,55
AGROPECUÁRIA 1.089 1.014 75 0,32
TOTAL 11.099 12.081 -982 -0,21

No acumulado dos dois meses, foram 22 mil 131 contratações e 14 mil 473 demissões, resultando em 2 mil 342 postos de trabalho fechados. Apesar desse desempenho, o estado ainda tem um saldo acumulado em 12 meses foi de 7.515 empregos preservados. Foram 150 mil 554 admissões e 143 mil 039 desligamentos.

Emprego regional — Em âmbito regional, a melhora no emprego foi verificada em todas as regiões, à exceção do Nordeste. No Sudeste, a expansão foi de 0,51%, com geração de 101.649 vagas formais. Na sequência aparecem as regiões Sul (66.021), Centro-Oeste (14.316) e Norte (3.594). No Nordeste, o saldo foi negativo em 12.441 postos.

Entre os Estados, os maiores saldos ocorreram em São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016), Santa Catarina (25.104), Rio Grande do Sul (22.463) e Paraná (18.254). O maior recuo ocorreu em Pernambuco, influenciado pela queda sazonal do emprego na produção da cana de açúcar (-12.396 postos). 

(Com dados do Ministério da Economia)

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