Maranhão cai de terceiro para quinto maior produtor de arroz do Brasil, segundo Conab

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AQUILES EMIR

O Maranhão, que, até dezembro de 2014, aparecia como terceiro maior produtor nacional de arroz, atrás apenas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, vai ser superado pelo estados de Tocantins e Mato Grosso do Sul, na safra 2015/16, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgada nesta sexta-feira (09). Na comparação com a colheita passada, o Estado deverá ter um aumento de 6,0% na produção do grão, pois serão 525,7 mil toneladas, em 2016, contra 496,0 mil colhidas este ano.

O Maranhão, que é o segundo maior do Nordeste na produção geral de grãos, atrás apenas da Bahia, continua sendo o líder na produção de arroz na região, e o estado que mais se aproxima, mesmo assim com uma larga distância, é o Piauí, que deve colher na próxima safra 140,4 mil toneladas. Vale destacar, no entanto, que enquanto o Maranhão crescerá apenas 6% nesta cultura, o Piauí terá uma evolução de 24,7%, já que na safra anterior foram colhidas no estado 112,6 mil toneladas.

Em dezembro do ano passado, portanto, antes de tomar posse, o secretário estadual da Agricultura, Márcio Honaiser, participou do início da colheita de arroz no município de Arari e garantiu que o Estado iria recuperar sua condição de líder nacional nesta cultura, pois a meta do Governo era chegar a pelo menos 1 milhão de toneladas, para que o Estado não precisasse mais importar o alimento, e a partir daí entrar no crescendo permanente. Em agosto, ele disse que os reflexos dessa meta já começariam a ser sentidos na próxima safra, pois a deste ano ainda era resultado da política agrícola do governo anterior. “Vamos aguardar”, disse ele.

Os números da Conab estão bem acima de uma estimativa que vem sendo feita pela Federação da Agricultura do Maranhão (Faema). Segundo o consultor César Viana, ex-secretário estadual de Agricultura, o número mais próximo da realidade é de que a produção de arroz no Maranhão não passe de 300 mil toneladas.

Safra – No primeiro levantamento da safra de grãos para 2015/16, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou um crescimento de 4,5% na produção geral de grãos no Maranhão, na comparação com a safra 2014/15. Os maiores crescimentos devem ser de milho (6,9%) e arroz (6,0%). A produção maranhense deve pular de 4.135,5 milhões para 4.323,4 milhões de toneladas, ou seja, 187,9 mil toneladas a mais. A colheita de arroz deve subir de 496 mil para 525,7 mil toneladas (6,0%); a de feijão, deve cair de 49 mil para 47,3 mil toneladas (-3,5%); a de milho, aumentar de 1.469 milhão para 1.517 milhão (6,9%); e a de soja, irá de 2.069 milhões para 2.127 milhões de toneladas (2,8% a mais).

Por esta estimativa da Conab, o Maranhão fica na 11ª posição nacional, atrás de Tocantins (4,354 milhões), Santa Catarina (6,7 milhões), São Paulo (7,3 milhões), Bahia (8,4 milhões), Minas Gerais (12,8 milhões), Mato Grosso do Sul (16 milhões), Paraná (38 milhões), Rio Grande do Sul (31,2 milhões) e Mato Grosso (52 milhões).
Quanto à área a ser plantada no Estado, ela deve aumentar de 1.728,7 milhão para 1.752,8 milhão de hectares, o que dá uma variação de 1,4%. Quanto a produtividade, o aumento será de 2.392 mil para 2.468 mil quilos por hectare, isto é, uma variação positiva de 3,2%.

Nacional – A Conab estima que a safra brasileira pode variar de 210,3 a 213,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,2 a 1,7% sobre a safra 2014/15 que chegou a 209,8 milhões de toneladas.  O maior destaque neste início de pesquisa é da soja que, pela primeira vez, ultrapassa os 100 milhões de toneladas produzidas no país, podendo chegar a 101,9 milhões.

A área total plantada no Brasil está prevista para ficar entre 58,1 e 59 milhões de hectares, com um aumento de até 1,5% sobre a safra anterior, que fechou em 58,1 milhões de hectares. Este aumento se deve à soja, que apresenta um acréscimo entre 1,7% (550,8 mil ha) e 3,6% (1,15 milhão de ha). Já para a área do milho (primeira safra), a expectativa é de redução em favor da soja, podendo ficar entre 5,8 e 6 milhões de hectares, de 4,2 a 6,7% a menos, frente à última safra.

O levantamento dos dados foi realizado entre 20 e 26 de setembro, com informações colhidas em campo para área plantada, produção e produtividade média estimadas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores e outras variáveis.
(Com dados da Conab)

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